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Reajuste
no setor de papel ondulado
Pressão
sobre os custos com mão de obra e insumo, levam as indústrias
a elevar seus preços em 8%.
APARECIDA LIRA, especial para o DC.
16/06/2011 - Mesmo com a redução das expectativas
de crescimento para este ano, as indústrias de papelão
ondulado vão reajustar seus preços em 8%. O aumento
deve começar a ser sentido entre os meses de junho e julho,
segundo informa o presidente da Associação Brasileira
do Papelão Ondulado (ABPO), Ricardo Lacombe Trombini.
ALISSON
J. SILVA
As indústrias de papel e papelão
para embalagens são consideradas um bom
"termômetro" da economia
O
reajuste será necessário, segundo Trombini, porque
houve também um aumento de custos no setor, com frete, mão
de obra e produtos químicos. "Para manter a saúde
financeira das empresas precisaremos repassar estes custos que estão
represados", justifica.
A
expectativa de crescimento do setor de papelão ondulado baixou
para 3,5%, aproximando-se da projeção para a indústria
de transformação do país como um todo. A revisão
para menos levou em conta as medidas de contenção
do crédito do governo para controle da inflação
e as estimativas menores para expansão do Produto Interno
Bruto (PIB) nacional. No final de 2010, a ABPO projetava um crescimento
de 5% em 2011. "Os primeiros meses do ano não foram
espetaculares para o setor", admite Trombini.
As
vendas da indústria brasileira de papelão ondulado
tiveram queda de 5,91% no mês de abril no comparativo a março,
caindo de 217.786 toneladas para 204. 920 toneladas, de acordo com
dados da ABPO. Entretanto, no primeiro quadrimestre do ano o setor
cresceu cerca de 1%, segundo o presidente da entidade.
"Gostaríamos
de estar processando mais, já que nossa projeção
está aquém do que prevíamos no final de 2010",
ressalta. O setor é considerado um termômetro da economia
do país como um todo, já que produz embalagens para
outras indústrias.
No
Brasil, 99,5% da produção de papelão ondulado
é consumida internamente, exporta-se apenas para o Mercosul.
As indústrias de papelão ondulado atendem dois segmentos:
um de embalagens de alimentos e higiene e limpeza, que responde
por cerca de 60% das encomendas no país, e outro de bens
duráveis, que produz embalagens para eletroeletrônicos
e móveis. As medidas macroeconômicas do governo, segundo
o dirigente, tiveram reflexos mais perversos nessas últimas.
Em
relação ao reajuste de 8%, Trombini afirma que o aumento
será repassado pontualmente pelas empresas a partir deste
mês. No Brasil existem cerca de 80 indústrias produtoras
de papelão ondulado, mas 20 delas representam 75% do mercado.
Há empresas espalhadas por todo o país, mas o maior
parque fica em São Paulo, seguido por Santa Catarina, Rio
de Janeiro e Paraná.
Bracelpa - A produção brasileira de papel caiu
3,9% de março para abril deste ano, passando de 842 mil toneladas,
em março, para 809 mil toneladas em abril. No comparativo
com abril de 2010, o recuo na produção foi de 0,9%,
mas no período completo de janeiro a abril, entre 2010/2011,
ainda persiste um pequeno aumento de 0,7% na produção
nacional. Os dados são da Associação Brasileira
de Celulose e Papel (Bracelpa).
As
vendas internas e a exportação de papel também
diminuíram. De março para abril deste ano a redução
nas vendas dentro do país foi de 2,3%, passando de 431 mil
toneladas para 421 mil toneladas.
Já
as exportações passaram de 190 mil toneladas, em março,
para 183 mil toneladas em abril. No comparativo entre os quatro
primeiros meses de 2010 e 2011 as vendas caíram 1,4% (de
1.693 mil toneladas para 1.670 mil toneladas) e as exportações,
3,1% (de 737 mil toneladas para 714 mil toneladas).
Fonte:
Diário do Comércio
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