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Cenibra
recupera mata ciliar e ajuda a preservar fauna
Trabalho
é feito em municípios próximos da Bacia Rio
Doce e fez aumentar o número de espécies de animais
nos locais preservadas.
Especial Meio Ambiente
10/06/2011 - Aprovado recentemente pela Câmara
dos Deputados e em tramitação no Senado, o texto do
novo Código Florestal Brasileiro gerou polêmicas ao
permitir o fim da obrigação de reestabelecer terras
desmatadas de forma ilegal até 22 de julho de 2008 e por
reduzir de 30 para 15 metros a extensão mínima das
áreas de preservação permanente (APPs), próximas
do curso das águas.

Cientes
da importância das matas ciliares, a Cenibra já desenvolve
há alguns anos um trabalho de preservação destas
áreas através de uma série de ações,
visando o manejo ao longo de cursos d'água, lagoas e nascentes,
onde se localizam as matas ciliares.
Os
trabalhos de reabilitação destes ecossistemas naturais
se baseiam no plantio de mudas de espécies nativas e nos
cuidados com as já existentes, na adubação
e no controle de pragas e ervas invasoras.
Segundo Jacinto Moreira de Lana, especialista da área de
meio ambiente da Cenibra, o trabalho é feito em 55 municípios,
localizados no oeste de Minas Gerais, próximos da Bacia Rio
Doce.
Há
30 anos, a empresa faz planejamentos para a aquisição
de novas terras, visando o cultivo e manejo. A maioria destas terras
era utilizada como pastagens e, por isso, estavam mal cuidadas.
Atualmente, segundo Lana, elas já representam 40% das áreas
da Cenibra.
Em
todas estas áreas são plantados eucaliptos clones.
Estas espécies são modificadas geneticamente para
se adaptar a cada região onde será plantada. Ainda
de acordo Jacinto Lana, um planejamento, feito por uma equipe de
técnicos no local, permite que o plantio de espécies
aconteça, sem agressão ao meio ambiente e com controle
de possíveis pragas, como as formigas.
PARCERIA
O trabalho de monitoramento das áreas de matas ciliares para
manejo do eucalipto acontece em parceria com três universidades
- UFV (Universidade Federal de Viçosa), Unilest (Centro Universitário
do Leste de Minas Gerais) e Instituto de Manejo e Pesquisa Fauna
Silvestre.
As
instituições de ensino superior fazem estudos nos
locais de preservação, levantando as espécies
que precisam ser plantadas e as já extintas. "Tudo é
feito visando o reflorestamento e o conseqüente retorno de
animais que viviam nestas áreas. Fazemos com que a balança
da flora com a fauna se iguale dos dois lados", explica Jacinto
Lana, especialista da área de meio ambiente da Cenibra.
A
ação de preservação protagonizada pela
Cenibra acontece desde 1940, em áreas usadas para cultivo
localizadas em seis regiões do país. Mais de 300 mil
mudas, alteradas geneticamente, são plantadas anualmente.
Uma equipe formada por dez pessoas coordena projeto que envolve
ainda a participação de mais 40 trabalhadores nas
áreas de preservação.
FAUNA
Além de recuperar uma área que não vinha sendo
preservada, o trabalho da Cenibra também ajuda a recuperar
a fauna. No último levantamento de fauna feito pela empresa,
os resultados apontaram um aumento de 286, em 2008, para 297, em
2010, no número de espécies de aves.
Na
Fazenda Macedônia, a Cenibra desenvolve há 20 anos
o Projeto de Reintrodução de Aves Silvestres Ameaçadas
de Extinção: o Projeto Mutum. O trabalho pioneiro
é realizado por meio de um acordo de cooperação
técnico-científica entre a Cenibra e a Sociedade de
Pesquisa do Manejo e da Reprodução da Fauna Silvestre
(CRAX), entidade não governamental sediada em Contagem (MG).
A
ação já possibilitou a soltura do mutum-do-sudeste
(Crax blumembachii), do macuco (Tinamus solitarius), da capoeira
(Odontophorus capueira), do jaó (Crytpturellus n. noctivagus),
do inhambuaçu (Crytpturellus obsoletus), do jacuaçu
(Penelope obscura) e da jacutinga (Pipile jacutinga). Cerca de 20%
da população mundial da ave Mutum está presente
nas áreas preservadas pela Cenibra.
Fonte:
CeluloseOnline
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