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Cenibra
aposta em parceria de manejo
Projeto
envolve silvicultores.
SAULO BARBOSA.
08/06/2011
- A Celulose Nipo-Brasileira (Cenibra), instalada em Belo Oriente,
no Vale do Rio Doce, pode ampliar o número de silvicultores
com os quais desenvolve parceria de manejo de eucalipto, através
do programa de fomento florestal. Atualmente, mil produtores do
Leste mineiro já são contemplados com a iniciativa
e recebem da companhia, além das mudas, insumos e toda orientação
necessária para o cultivo adequado da planta. Depois de formada,
a empresa compra a madeira para produção de celulose.
O eucalipto atinge a idade de corte com sete anos.
DIVULGAÇÃO

A integração entre eucalipto e culturas como
o café
gera maior renda para os produtores rurais
Conforme
o gerente do Departamento de Silvicultura da Cenibra, Deuseles João
Firme, há interesse da companhia em ampliar a área
plantada por meio deste programa. "Isso depende exclusivamente
do aumento de demanda. Se este cenário se confirmar, estamos
prontos para agregar novos produtores", afirmou.
Hoje
são aproximadamente 30 mil hectares de eucalipto plantado
através do programa de fomento florestal em pelo menos 90
municípios da região de Belo Oriente. A iniciativa
tem o apoio do Instituto Estadual de Florestas (IEF). Além
disso, a Cenibra dispõe de uma área própria
plantada de 129 mil hectares.
Segundo
Firme, através da iniciativa são implantadas florestas
comerciais em áreas não aproveitáveis para
a agricultura ou para a pecuária. "Além de ser
um ramo lucrativo do agronegócio, a ação também
oferece benefícios para a sociedade e para o meio ambiente,
aumentando a renda e a qualidade de vida dos produtores rurais,
preservando as matas nativas e garantindo liquidez financeira do
empreendimento", argumenta.
De
acordo com ele, as ações de incentivo são totalmente
voltadas para pequenos produtores. "Ao longo do tempo temos
percebido grandes avanços socioculturais nas áreas
onde atuamos, como a redução brusca de queimadas e
melhoria das técnicas de cultivo, para obtenção
de uma madeira de excelente qualidade e, conseqüentemente,
mais valorizada", avaliou.
Proteção - Ele explicou que a Cenibra doa as
mudas geneticamente aperfeiçoadas, os insumos necessários
para o cultivo e combate às pragas, além de fornecer
acompanhamento por técnicos da área. Já o IEF
participa do processo com orientação aos silvicultores
sobre a necessidade de proteção das nascentes e reservas
legais. "A madeira utilizada para a produção
de celulose não pode ter resquícios de incêndio.
Ou seja, não pode haver nenhum tipo de queimada na região.
Isso resultou na redução de queimadas em todas as
áreas em que atuamos", ressalta.
Segundo
Firme, para que o produtor entre no programa de fomento florestal
da Cenibra é necessário estar em dia com a documentação
normalmente exigida pelos órgãos ambientais. Também
é necessário estar dentro dem um raio de 150 quilômetros
da sede da companhia, em Belo Oriente. "O procedimento é
simples e rápido. Basta procurar um dos escritórios
da empresa espalhados pela região e manifestar o interesse.
Estamos sempre prospectando novas propriedades", afirma.
Fonte:
Diário do Comércio
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