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Desmate
na Amazônia cresce 26% em abril
Área do tamanho do município
do Rio de Janeiro foi derrubada.
20/05/2011 - O desmatamento da Amazônia Legal voltou a crescer
nos últimos nove meses encerrados em abril de 2011. Uma área
do tamanho do município do Rio de Janeiro foi derrubada.
Foram exatos 1.849 quilômetros quadrados de vegetação
devastada entre agosto de 2010 e abril, segundo o Instituto Nacional
de Pesquisas Espaciais (Inpe). O resultado é 26% superior
aos 1.454 km2 registrados no período anterior.
Mato Grosso voltou a ser apontado como vilã do desmatamento,
já que o Estado respondeu por 40% da devastação
registrada pelo sistema de detecção do Inpe.
As derrubadas cresceram 43% na comparação entre os
períodos - de 505 km2 para 730 km.
A corrida pelo aumento da produção de soja e milho,
cujas altas cotações internacionais têm estimulado
os produtores, e a expectativa de alterações nas regras
do novo Código Florestal são parte da explicação.
Gabinete de crise
O sistema do Inpe detectou uma forte aceleração do
desmatamento entre março e abril. O total passou de 103,5
km2 em 2010 para 593 km2 em 2011.
Diante disso, o governo federal anunciou ontem a criação
de um "gabinete de crise" para ampliar as operações
de combate ao desmatamento na região. Os ministros Izabella
Teixeira (Meio Ambiente) e Aloízio Mercadante (Ciência
e Tecnologia) anunciaram o reforço do monitoramento com três
novos satélites até 2014.
O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) informou que o desmatamento
na Amazônia Legal será "sufocado" com o embargo
de todas as áreas desflorestadas. As áreas embargadas
terão ampla divulgação, o que impedirá
a comercialização de gado ou grãos ali produzidos.
Os compradores desses produtos também serão responsabilizados
por crime ambiental.
Principais interessados na conservação da floresta,
os produtores rurais defendem medidas fortes do governo.
Fonte: Valor Econômico/Adaptado por CeluloseOnline
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