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Previsão
do mercado para IPCA recua
10/05/2011 - Brasília - Depois de oito semanas seguidas de
projeções de inflação em alta, a estimativa
para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA),
neste ano, caiu de 6,37% para 6,33%, segundo o boletim Focus, publicado
ontem pelo Banco Central (BC). A projeção menor veio
após a divulgação do IPCA de abril. Na, o Instituto
de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a inflação
oficial no período ficou em 0,77%, uma pequena redução
em relação ao mês anterior (0,79%). Em 12 meses
encerrados no mês passado, entretanto, a inflação
ultrapassou o limite superior da meta para o ano (6,5%) ao chegar
a 6,51%.
Mas
a expectativa dos analistas e também do governo é
que a inflação se reduza ao longo do ano e fique dentro
do limite superior da meta. O centro da meta, 4,5% só deve
ser alcançado em 2012, na avaliação do presidente
do BC, Alexandre Tombini.
Quando
o Banco Central considera que a economia está muito aquecida
e os preços seguem trajetória de alta, a taxa básica
de juros, a Selic é elevada. Neste ano, o BC já aumentou
a Selic, usada como instrumento para controlar a inflação,
em 0,50 ponto percentual em janeiro e março, e em 0,25 ponto
percentual em abril. Atualmente, a Selic está em 12% ao ano.
Apesar
da redução do ritmo de alta da Selic no mês
passado, o BC indicou que o processo de elevação deve
ser longo. "O Copom (Comitê de Política Monetária)
entende, de forma unânime, que, diante das incertezas quanto
ao grau de persistência das pressões inflacionárias
recentes, e da complexidade que envolve hoje o ambiente internacional,
o ajuste total da taxa básica de juros deve ser, a partir
desta reunião, suficientemente prolongado", diz a ata
do Copom, divulgada em abril.
A previsão
do mercado financeiro para a taxa Selic ao final deste ano é
12,50% ao ano. Para 2012, a estimativa foi ajustada de 12% para
12,25% ao ano. No próximo ano, os analistas preveem que o
IPCA ficará em 5%.
A consulta
do BC aos analistas também inclui os demais índices
de inflação. A expectativa para o Índice de
Preços ao Consumidor da Fundação Instituto
de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), neste ano, passou 5,71%
para 5,82%. Para 2012, a estimativa permanece em 4,78%.
A projeção
para o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna
(IGP-DI) oscilou de 7,01% para 7%, neste ano. No caso do Índice
Geral de Preços de Mercado (IGP-M), a alteração
foi de 6,90% para 6,92%. Para esses dois índices, a projeção
é de 5%, em 2012.
PIB - Os analistas reduziram a projeção para
o crescimento da economia - Produto Interno Bruto (PIB) - em 2012
de 4,25% para 4,21%, segundo o boletim Focus, publicado às
segundas-feiras. A expectativa para o crescimento da economia neste
ano permanece em 4%.
A estimativa
para o crescimento da produção industrial foi alterada
de 4,04% para 3,78, neste ano, e de 4,58% para 4,68%, em 2012. A
projeção para a relação entre a dívida
líquida do setor público e o PIB foi ajustada de 39,23%
39,20%, em 2011, e de 38% para 37,87%, no próximo ano.
A expectativa
para a cotação do dólar permanece em R$ 1,62,
neste ano, e em R$ 1,70, em 2012. A previsão para o superávit
comercial (saldo positivo de exportações menos importações)
passou de US$ 18,05 bilhões para US$ 18 bilhões, neste
ano, e continua em US$ 10 bilhões, em 2012.
Para
o déficit em transações correntes (registro
das transações de compra e venda de mercadorias e
serviços do Brasil com o exterior), a estimativa permanece
em US$ 60 bilhões, neste ano. Para 2012, subiu de US$ 69,50
bilhões para US$ 70 bilhões.
A expectativa
para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão
para o setor produtivo do país) passou de US$ 46 bilhões
para US$ 50 bilhões, neste ano, e continua em US$ 50 bilhões,
em 2012. (Abr)
Fonte: Diário do Comércio
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