Amis e Senac treinam lojistas de BH

Profissionais que participarem dos três encontros previstos deverão atuar como multiplicadores.

RAQUEL GONDIM

24/03/2011 - Já em vigor, a Lei das Sacolas Plásticas (Lei nº 9.529/2008) promete fazer de Belo Horizonte a primeira capital brasileira a abolir o uso de embalagens não-recicláveis em estabelecimentos comerciais. A partir do dia 18 de abril, a regra impulsionará definitivamente uma mudança no relacionamento do comércio com o meio ambiente. Quem não cumprir a medida deverá arcar com multas.

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Nogueira disse que serão treinados três funcionários
de cada estabelecimento.

Para mobilizar os consumidores em prol dessa boa causa, a Associação Mineira de Supermercados (Amis), o Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios de Minas Gerais (Sincovaga-MG) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) estão promovendo um treinamento destinado a funcionários do comércio da Capital. A iniciativa faz parte da campanha "Sacola Plástica Nunca Mais".

De acordo com o presidente da Amis, José Nogueira, o treinamento engloba três encontros com até três funcionários de cada estabelecimento. "Eles irão entender o novo sistema para que saibam sensibilizar e explicar ao consumidor sobre a aplicação da lei", disse. Conforme ele, os profissionais que participarem dos eventos deverão atuar como multiplicadores, repassando os ensinamentos para os colegas.

Somente no setor supermercadista, a medida atinge 1,1 mil lojas. No total, os belo-horizontinos usam 450 mil sacolas plásticas todos os dias. Embora a nova lei englobe apenas o comércio da Capital, Nogueira disse que já existe um projeto de lei (PL) semelhante na Assembleia Legislativa que abrange, também, as cidades do interior do Estado.

Quando o cumprimento da lei se tornar obrigatório - a partir do dia 18 de abril -, a campanha "Sacola Plástica Nunca Mais" vai repassar embalagens retornáveis ao varejo da cidade. Cada item será comercializado de acordo com o preço de custo.

Para quem não quer abrir mão das embalagens descartáveis, as sacolas produzidas com amido de milho serão uma opção. Apesar de se assemelharem às tradicionais feitas com plástico, as novas sacolinhas se decompõem em até 180 dias devido ao uso de matéria-prima orgânica.

Apesar de serem, até certo ponto, ecologicamente corretas, os consumidores que quiserem fazer uso dessas sacolas terão que pagar R$ 0,19 por unidade. A ideia é desestimular o uso de todos os itens não-sustentáveis e colocar em voga as ecobags.

Fonte: Diário do Comércio