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Setor
de embalagem cresceu 10,13% em 2010
Em
2011, os fabricantes deverão obter receitas próximas
a R$ 44 bi, superando os R$ 41,1 bi gerados no ano passado.
REPORTAGEM LOCAL.
22/03/2007
- A produção física da indústria de embalagens
cresceu 10,13% em 2010, após queda de 3,77% em 2009. É
o que revela o Estudo Macroeconômico da Embalagem, realizado
há 15 anos pela Associação Brasileira de Embalagem
(Abre) em parceria com o Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da
Fundação Getulio Vargas (FGV).
ALISSON J. SILVA

Nível de emprego no setor
de embalagens atingiu,
em dezembro, o patamar de 210 mil postos
Segundo
Salomão Quadros, coordenador de análises econômicas
do Ibre/FGV, no primeiro semestre do ano passado o setor estava
em franca recuperação e a taxa de crescimento alcançou
15,57% em relação ao mesmo período de 2009.
Da metade do ano em diante, o ritmo arrefeceu e a taxa de crescimento
ficou em 7% no segundo semestre se comparada ao mesmo período
do ano anterior.
Ainda
de acordo com o Estudo Macroeconômico da Embalagem, o nível
de emprego na indústria atingiu, em dezembro de 2010, o patamar
de 210 mil postos. A perspectiva para 2011 é que totalize
220 mil.
Balança
comercial - As exportações diretas do setor de
embalagem tiveram faturamento de US$ 410,119 milhões em 2010,
valor que representa um acréscimo de 16,70% em relação
a 2009, ano que as exportações chegaram a US$ 351,410
milhões.
Como
em 2009, a indústria de plásticos obteve forte desempenho
(46,65%), seguidas das metálicas (21,65%) e papel, papelão
e cartão (19,48%).
Já
as importações de embalagens vazias tiveram um acréscimo
de 70%, com faturamento de US$ 794,057 milhões. Estes números
indicam que a balança comercial do setor ficou deficitária,
com US$ 410,119 milhões exportados em 2010 contra US$ 794,057
milhões de importação.
Os
setores usuários de embalagem que apresentaram melhor desempenho
em volume consumido foram a indústria de bebidas (11,15%),
vestuário e acessórios (7,17%), calçados e
artigos de couro (6,74%) e alimentos (4,39%).
O estudo
mostra, ainda, que em 2011 o setor deverá crescer 2,2%. Os
fabricantes nacionais de embalagem deverão obter receitas
próximas a R$ 44 bilhões, superando os R$ 41,1 bilhões
gerados em 2010.
Rótulo
- Metade dos brasileiros afirma ler sempre ou na maior parte das
vezes o rótulo das embalagens antes de comprar um produto.
Há, ainda, 27% que o fazem com menor freqüência,
totalizando 77% de consumidores que têm o hábito de
ler os rótulos das embalagens pelo menos de vez em quando.
A constatação é de uma pesquisa realizada pela
GfK, quarta maior empresa de pesquisa de mercado no Brasil e quarta
maior grupo mundial do setor.
O estudo
revela que os entrevistados com idades entre 35 e 55 anos são
os mais atentos ao conteúdo das embalagens: 55%. Entre os
mais jovens, dos 18 aos 24 anos, o índice de leitura é
o mais baixo: 44%.
Paulo
Carramenha, diretor presidente da GfK CR e professor do Núcleo
de Estudos da Embalagem da ESPM, destaca que há um crescente
interesse dos consumidores na busca por informações
que os ajudem nas suas decisões de compra e as embalagens
têm papel fundamental nesse processo. "Muitas empresas
já atentaram para esse aspecto e vêm usando a embalagem
como um dos principais canais de comunicação com os
consumidores, para divulgar os benefícios e valores das suas
marcas", explicou.
Nota-se
ainda uma mudança no interesse pelas informações
contidas nas embalagens entre os consumidores das diferentes classes
sociais. Entre os integrantes das classes C e D o índice
de leitura freqüente dos rótulos é de 46%, enquanto
que nas classes A e B chega a 54%.
Não
há, no entanto, variação de comportamento entre
homens e mulheres, que têm a mesma preocupação
com o assunto. 50% dos entrevistados do sexo feminino e masculino
afirmam ter esse costume.
Para
realizar o estudo, a GfK ouviu mil pessoas, a partir dos 18 anos,
em nove regiões metropolitanas (Porto Alegre, Curitiba, São
Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza,
Belém) e três capitais (Brasília, Goiânia
e Manaus).
Fonte: Diário do Comércio - Publicada em 19-03-2011
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