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Fiemg
deve rever projeção de crescimento da indústria
Desastre japonês mudará cenário.
LILIAN LOBATO.
17/03/2011 - A Federação das Indústrias do
Estado de Minas Gerais (Fiemg) deve rever as estimativas de expansão
do setor para este ano. Conforme o presidente do Conselho de Política
Econômica Industrial da entidade, Lincoln Gonçalves
Fernandes, a reconstrução do Japão, após
o terremoto e o tsunami, tende a se transformar em uma oportunidade
de negócios, já que o Estado deverá elevar
os níveis de exportação de commodities metálicas
e agrícolas.
MARCOS ALVARENGA

Para Fernandes, a reconstrução do Japão
tende a se transformar em uma
oportunidade de negócios
Segundo
ele, a previsão de alta do faturamento da atividade industrial
do Estado, bem como da produção, está mantida
em 6,5% e 6,1%, respectivamente. "Ainda não há
nenhum novo número definido, mas apostamos em aumento dos
percentuais, também, em função da conjuntura
econômica brasileira", afirmou.
Fernandes
ressaltou que, em um primeiro momento, a tragédia no país
asiático poderá impactar negativamente os embarques
de Minas para o Japão e é preciso ter cautela quanto
aos negócios. "Após essa etapa, os japoneses
precisarão investir na reconstrução das cidades
e a indústria mineira deverá ser beneficiada",
avaliou.
Com
relação ao primeiro mês deste ano, de acordo
com a Pesquisa Indicadores Industriais (Index), divulgada ontem
pela Fiemg, foi registrado recuo de 5,35% (sem os efeitos sazonais)
no faturamento da indústria do Estado frente a dezembro.
Conforme Fernandes, a queda já era esperada e é reflexo
do desaquecimento da demanda após o período das festas
de final de ano.
As
principais reduções foram registradas nos setores
de produtos de metal (19,24%) e de máquinas e equipamentos
(15,02%). Em contrapartida, o setor de metalurgia básica
cresceu 15,72%.
Expansão - Já na comparação com
janeiro de 2010, o indicador apresentou crescimento de 5,29%. Analisando
a média móvel dos últimos 12 meses, verificou-se
acréscimo de 10,03% no faturamento. O presidente do Conselho
da Fiemg ressaltou que o resultado positivo se deve ao fato de o
aquecimento econômico ter se mantido no primeiro mês
deste ano, o que não aconteceu em janeiro do exercício
anterior, quando o setor ainda se recuperava da crise financeira
global.
Ainda
conforme a pesquisa, os níveis de empregos criados pelo segmento
no Estado apresentaram estabilidade com relação a
dezembro, com variação positiva de 0,22%, sem os efeitos
sazonais. Os melhores desempenhos foram registrados pelos setores
de coque, refino de petróleo e álcool (6,51%), máquinas
e equipamentos (2,82%), artigos de vestuário e acessórios
(2,08%) e de produtos alimentícios (1,39%).
Em
relação ao nível de utilização
da capacidade instalada, foi registrada alta de 2,09 pontos percentuais,
salto de 81,87% em dezembro para 83,96% no primeiro mês de
2011. Na série dessazonalizada, houve elevação
de 3,20 pontos percentuais, o que totalizou 85,90% em janeiro contra
82,70 em dezembro. Na comparação com janeiro de 2010
(82,55%), a expansão foi de 1,41 ponto percentual.
Conforme
Fernandes, o aumento na utilização da capacidade instalada
em janeiro se deve ao fato de em dezembro se concentrarem as férias
coletivas. Com isso, parte da produção fica ociosa.
"Além disso, muitas indústrias entraram em manutenção,
o que também contribuiu para o aumento sobre dezembro",
explicou.
Fonte:
Diário do Comércio
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