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Sacolas
serão abolidas em BH
Prefeitura
e entidades empresariais apoiam a medida.
22/02/2011 - Entidades representativas do comércio varejistas
da Capital e o prefeito de Belo Horizonte (PBH), Marcio Lacerda,
assinaram ontem, na sede do Movimento das Donas de Casa de Minas
Gerais, um termo de cooperação à Lei Municipal
9.529, sancionada em 2008, que prevê a proibição
do uso de sacolas plásticas no município. A medida,
que entraria em vigor no dia 28 de fevereiro de 2011, foi postergada
por 45 dias.
PBH/DIVINOADVÍNCOLA

Lacerda ressaltou que Belo Horizonte será a
1ª Capital a proibir sacolas plásticas
A justificativa
é oferecer mais prazo para os empresários e sociedade
se adequarem às novas normas. Lacerda ressaltou o fato de
Belo Horizonte ser a primeira capital brasileira a tomar providências
nesse sentido.
"Esta
é uma ação muito importante e pioneira no país.
As sacolas plásticas hoje são pragas espalhadas pelas
ruas. Além de tornarem o ambiente feio e desagradável,
provocam danos ambientais que são amplamente conhecidos como
o entupimento de galerias de esgoto. Isso é uma insanidade.
A cidade está cumprindo o seu papel pelo planeta. Vamos fazer
um amplo esforço entre a prefeitura, entidades e empresas
para fortalecermos essa iniciativa", defendeu Lacerda.
Conforme
o prefeito, nos primeiros 45 dias da lei em vigor a prefeitura realizará
uma fiscalização educativa nos estabelecimentos comerciais.
Depois disso a fiscalização passará a ser punitiva
com multas a partir de R$ 1 mil podendo culminar com a cassação
do alvará de funcionamento.
Nos
três primeiros anos de vigência da lei, a substituição
vigorou em caráter facultativo. Agora, padarias, supermercados
e o comércio em geral serão obrigados a procurar soluções
sustentáveis para substituir suas sacolas de plástico
comum. As sacolas permitidas deverão ser fabricadas com biodegradável
ou reciclado.
Conforme
o autor da lei, o vereador Arnaldo Godoy (PT), no início
a iniciativa foi amplamente combatida pela indústria do plástico.
"Houve um lobby muito grande entorno deste debate, no entanto,
com apoio de diversos representantes do setor comercial vencemos
essa batalha, que está muito próxima de se concretizar",
disse.
Orientação - Ele afirmou ainda que os consumidores
não serão penalizados. "Não há
como penalizar os consumidores. Eles têm de ser orientados
e o comércio oferecer as alternativas corretas", afirmou.
De
acordo com a vice-presidente da Associação Comercial
de Minas (ACMinas), Cláudia Volpini, a entidade defende e
apoiamos essa iniciativa. "As questões ambientais são
o foco da sociedade nos dias de hoje. Aos poucos vamos absorvendo
esse debate, que é inadiável. Finalmente alcançamos
a união entre entidades representativas do comércio,
governo e sociedade civil em prol desse assunto. O empresariado
está respondendo ao apelo popular apoiando uma nova cultura",
disse.
O termo
de apoio a proibição do uso de sacolas plásticas
foi assinado por representantes do Sindicato e Associação
Mineira da Indústria de Panificação (Amipão),
Associação Comercial de Minas (ACMinas), Associação
Mineira de Supermercados (Amis), Câmara de Dirigentes Lojistas
de Belo Horizonte (CDL-BH), Federação do Comércio
de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio-MG),
Movimento das Donas de Casas e Consumidores de Minas Gerais (MDC-MG),
Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e pelo Procon Municipal.
Fonte: Diário do Comércio
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