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Negócios
da Cenibra no mês passado caíram 16,2%
LEONARDO
FRANCIA.
22/02/2011 - Brasília - A Celulose Nipo-Brasileira (Cenibra),
instalada em Belo Oriente, na região do Rio Doce, fechou
janeiro com vendas totais de 84,028 mil toneladas de celulose, 16,2%
a menos do que as 100,322 mil toneladas comercializadas no mesmo
mês do ano passado. Em idêntico confronto, a produção
somou 110,194 mil toneladas contra 108,574 mil toneladas, leve alta
de 1,5%.
O presidente
da companhia, Paulo Eduardo Rocha Brant, justificou o resultado.
"O recuo das vendas é apenas uma oscilação
normal do mercado e não causará impacto no desempenho
anual da Cenibra. Já a manutenção da produção
é decorrente do fato de a planta operar em plena carga e
não haver espaço para alterações nos
volumes de celulose produzidos mensalmente", explicou.
Conforme
Brant, os preços da celulose no mercado internacional continuam
em patamares mais elevados do que no período pré-crise.
Hoje, segundo ele, os preços estão na faixa dos US$
900 a tonelada comercializada na Europa e na casa dos US$ 750 na
China. A média é algo em torno de US$ 825, pouco mais
de 3% acima dos preços praticados antes da crise financeira
internacional de 2008/2009.
"A
tendência para o restante deste ano, pelo menos, é
de que os preços mantenham-se nestes patamares", pontuou
Brant. O presidente da companhia lembrou que a variação
no preço da celulose é diferente para a Ásia,
Estados Unidos e Europa e chegou a cair 50% no ápice da crise,
entre o último trimestre de 2008 e o final de março
de 2009.
Em
termos de embarques, a Cenibra continua sendo o sexto maior exportador
do Estado. De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio Exterior (Mdic), a empresa teve
participação de 2,42% nos embarques mineiros em janeiro.
No período, a companhia vendeu ao exterior US$ 66,152 milhões
contra US$ 41,018 milhões no mesmo intervalo de 2010, crescimento
de 61,2%.
A Cenibra
exporta 92% da produção da unidade de Belo Oriente,
enquanto apenas 8% são destinados ao mercado interno. A Europa
é o principal comprador da companhia, com fatia correspondente
a 35%, seguida pelo Japão e China (ambos com 20%) e Estados
Unidos e Canadá, com cerca de 8% cada.
Sobre
a incapacidade de aumento de produção sem a realização
do aporte estimado em até US$ 1,5 bilhão, na implantação
de uma terceira linha na unidade de Belo Oriente, Brant revelou
que o Conselho de Administração da empresa deve se
reunir somente entre março e abril, no Japão, para
definir o investimento.
Se
a inversão for confirmada, a companhia projeta que o mercado
chinês pode se tornar o principal destino da produção
adicional de 1 milhão de toneladas que a Cenibra ganhará
com a implantação da terceira linha. Caso a estimativa
seja confirmada, o país asiático passaria a ter uma
participação de 30% a 35% nas vendas da empresa.
Após
a conclusão do provável aporte, a Cenibra concentrará
cerca de 10% da produção mundial de celulose, cuja
demanda global varia entre 22 milhões de toneladas e 25 milhões
de toneladas anuais.
Fonte:
Diário do Comércio
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