Mercado
da celulose promete estabilidade
Para o ano de 2011, o setor tende a manter o ritmo de crescimento
Da
Redação
27/01/2011
- O setor de celulose e papel deve seguir o ano de 2011 num ritmo
crescimento. É o que avaliam profissionais do segmento e
especialistas em economia. Segundo relatório da Link Investimentos,
divulgado já na primeira semana de 2011, foi observada uma
pequena mudança de tendência tanto nacional como internacional,
com os preços parando de cair em todos os mercados, especialmente
no setor de celulose e papel. Para este ano, o esperado é
que as empresas de C&P continuem crescendo e consequentemente
façam com que o mercado se aqueça.
No
início de janeiro, a Foex (consultoria independente financeira)
divulgou em pesquisa o preço da celulose de fibra curta,
com mercado na Europa, ficou praticamente estável, apresentando
apenas uma queda de US$ 0,05, quase US$ 849,16 por tonelada. Já
o preço da celulose de fibra longa, também com entrega
na Europa, registrou alta de 0,03%, ou de US$ 0,29, na última
semana, para US$ 949,21. Na China, o preço da celulose de
fibra curta atingiu US$ 742,86 na semana passada, o que representa
um avanço de 0,02% ante o período anterior.
Para
Péricles Druck, diretor superintendente da Celulose Irani,
este ano o mercado deve se manter estável. Segundo análise
do executivo, pouco a pouco o mundo tem recuperado sua economia
depois de vivenciar a crise global econômica, do final de
2008 a 2009. "O Brasil vem forte para este ano, o mercado nacional
e internacional deve esquentar com o passar dos meses. Aí
poderemos ter um bom diagnóstico". Na opinião
dele, outro fator que deve influenciar é a troca de governo.
"Veremos qual rumo a nossa presidente irá seguir",
afirma.
Embalagens
O diagnóstico para o segmento de embalagens apresenta para
este início de ano que o preço do Kraftliner recuou
0,18%, sendo cotado a US$ 744,90 por tonelada, o que muda a trajetória
do produto, depois de um longo período de alta.
O diretor
financeiro, de planejamento e de relações com Investidores
da Klabin, Sérgio Alfano, acredita que o ano deve ser bom
para o segmento e espera crescimento Alfano também aposta
no sucesso para o desenvolvimento de novas técnicas sustentáveis.
"Estamos muito otimistas quando tratamos de sustentabilidade
ambiental. Para 2011 com certeza surgirão novas pesquisas,
análises, técnicas para contribuir o menos possível
com a degradação do meio ambiente", diz.
Seguindo o clima de otimismo, as empresas do setor e indústrias
que oferecem suporte para produção de celulose e papel
aceleram suas perspectivas de investimentos. O grupo holandês
de produtos químicos AkzoNobel é um exemplo. A empresa
informou que para 2011 vai investir cerca de 90 milhões de
euros (US$ 122 milhões) em uma nova fábrica de celulose
no Brasil. A nova unidade será fornecedora da maior fábrica
de celulose do mundo. A planta deverá começar a operar
em setembro de 2012, resultando assim no aumento do dobro das vendas
no País, ou seja, atingirá o montante de 1,5 bilhão
de euros (US$ 2,03 bilhões).
Volume
de produção
Em dezembro de 2010, a produção de celulose no Brasil
cresceu 10,02% sobre igual mês de 2009, levando o volume acumulado
nos 11 meses do ano a crescer 6,3%. Ao final do ano passado a produção
também atingiu a marca de 1,2 milhão de toneladas,
elevando a produção acumulada para 12,857 milhões
de toneladas. A alta foi de 4,1%.
Colaboração:
Victor Prates
Fonte: Celulose Online
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