Brasil deve importar cada vez mais madeira para consumo interno

Esta é uma tendência apontada pelo vice-presidente da STCP Engenharia de Processos LTDA, Joésio Siqueira.

07/12/2010 - O Brasil vai importar cada vez mais madeira tanto para consumo no mercado interno, como para exportar produtos acabados. Entre os motivos que levam o empresário a concluir a inviabilidade de trabalhar com a madeira nativa e buscar opções no mercado internacional, está o fato de que é cada vez mais difícil obter licenciamentos para o uso de madeiras brasileiras, e a facilidade comercial com a qual os produtos importados se apresentam está bastante atrativa. "Alguns empresários já estão ganhando com isso. Hoje em dia é bastante comum encontrar produtos mais sofisticados revestidos com lâminas de madeiras importadas. Segmentos como o de móveis para escritório já buscam se diferenciar por meio desse tipo de produto" revela Siqueira.

A expansão nas importações já está acontecendo. Atualmente, o Brasil vem importando entre US$ 120 e US$ 140 milhões por ano em madeiras. Em setembro deste ano, empresários brasileiros abasteceram suas indústrias com R$ 84.976.792 em madeiras vindas de diversas regiões do mundo, como Estados Unidos, Argentina, Itália e Chile. Na comparação com o mesmo mês de 2009, a expansão foi de 79%, quando em compras internacionais somaram US$ 47.222.096. A tendência é reforçada ainda por outro fator, lembra o executivo: a baixa oferta das madeiras brasileiras. "Uma maçaranduba, por exemplo, chega a ser exportada a US$ 1.700 o metro cúbico, o Cumaru a US$ 1.800 e Ipê e Jatobá na faixa dos US$ 1.900. Porém, por mais que o valor chame a atenção, não há volume para entregar grandes pedidos", avalia.

Estados Unidos
Para o empresário brasileiro que quer aproveitar essa tendência, o Conselho de Exportação de Madeira de Lei Americana (cuja sigla em inglês é AHEC) desenvolve atividades promocionais para divulgar o uso da madeira americana em todo o mundo e, no Brasil, já participa de feiras e eventos, organiza workshops técnicos em pólos de produção, e aproxima empresários dos dois países.

O aumento das importações de madeiras é avaliada pela AHEC como positiva para o empresário brasileiro. O Conselho representa 90% das empresas produtoras de madeiras duras americanas que têm 100% das florestas certificadas com madeiras sustentáveis. Além disso, a produção americana é apoiada em tecnologia de ponta, o que garante qualidade de primeiro mundo aos produtos.

Para o diretor do AHEC na América Latina, Roberto Torres, as madeiras americanas são uma boa opção para o mercado brasileiro porque são ofertadas o ano todo, com regularidade de entrega, uniformidade de padrão e são em menor quantidade de espécies.

Fonte: Porthus Eventos/Adaptado por Celulose Online