Em
2011 setor industrial começará devagar
Análise feita pela Fundação
Getúlio Vargas aponta queda no ritmo de contratações
e perda de confiança das empresas.
02/12/2010
- Segundo um estudo feito pela FGV, o ano de 2011 deverá
começar em marcha lenta para indústria, com perspectiva
de queda no ritmo de contratação de trabalhadores
para o período de novembro a janeiro, forte redução
nas expectativas de negócios até abril e provável
impacto negativo sobre o ritmo dos investimentos.
O Índice de Confiança da Indústria (ICI), indicador
que sintetiza a expectativa dos industriais, caiu 1,1% em novembro
na comparação com outubro, já descontadas as
influências sazonais. O resultado se equipara ao registrado
em agosto e é o menor desde novembro de 2009. Exceto nos
bens de consumo duráveis e não duráveis, houve
perda de confiança dos fabricantes de bens de capital, materiais
de construção e bens intermediários em novembro
na comparação com o mês anterior. De 14 segmentos
pesquisados, em apenas três (alimentos, química e produtos
farmacêuticos) a confiança cresceu no último
mês. Nos demais houve retração, com destaque
para indústria metalúrgica.
A queda do ICI registrado no mês passado foi influenciada
especialmente pela retração no índice de expectativas.
Em novembro o indicador recuou 1,9% na comparação
com outubro, refletindo a retração de 3% do indicador
do emprego previsto para três meses, de novembro a janeiro,
e a queda na situação dos negócios para seis
meses, de novembro a abril.
O indicador que mede a expectativa dos negócios em seis meses
recuou 4,9% de outubro apara novembro, descontadas as influências
sazonais. O único resultado que vai na contramão da
desaceleração é o da produção
prevista para o período novembro a janeiro, que aumentou
2,3%.
Outro indicador apontado pela FGV, usada para elaborar o ICI, que
reforça a tendência de moderação no desempenho
do setor é o Nível de Utilização da
Capacidade Instalada (Nuci). O indicador que estava em 85,2% em
outubro caiu para 84,5% em novembro, no resultado que desconta as
influências sazonais. Segundo a pesquisa, esse é o
menor nível de uso da capacidade da indústria desde
março deste ano (84,3%). A pesquisa consultou 1.192 empresas
que, juntas, faturaram no ano passado R$ 620,1 bilhões e
empregam 1,2 milhões de pessoas.
Fonte: O Estado de S. Paulo/Adaptado por Celulose Online
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