Robson
Andrade toma posse na CNI e prega urgência nas reformas estruturais
19/11/2010 - O presidente da Confederação
Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, defendeu
a necessidade de um regime de urgência na adoção
de reformas estruturais no governo Dilma Rousseff, vitimadas, segundo
ele, "pelo mais nocivo corporativismo e pelo mais deletério
fisiologismo". A proposta de rapidez nas reformas tributária,
trabalhista, previdenciária e política foi feita na
solenidade de sua posse, na noite desta quarta-feira, 17 de novembro.
O presidente da Fiemg, Olavo Machado Jr, também tomou posse
como diretor da entidade nacional.

"Pagamos
um alto preço por postergar a realização das
reformas estruturais no passado um pouco mais distante; pagamos preço
elevado por fazê-las apenas parcialmente no passado recente;
pagaremos um preço ainda mais alto se não as fizermos
agora", enfatizou Andrade para uma platéia de mais de
mil convidados no Centro de Convenções Brasil XXI, incluindo
o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Alinhou
"quatro pilares fundamentais" na agenda das reformas a
ser cumprida no próximo governo: imposição
de limites à expansão dos gastos correntes; revisão
do sistema de vinculação de despesas; implantação
de critérios de eficiência aos programas governamentais
e adoção de um sistema previdenciário adequado
à elevação da expectativa de vida da população.
O presidente
da CNI apontou a reforma tributária como a principal prioridade,
com o objetivo de desonerar completamente os investimentos e as
exportações e simplificar e reduzir a burocracia do
sistema tributário.
A reforma
trabalhista, na sua visão, é necessária para
eliminar incertezas legais, reduzir os custos do trabalho e estimular
a criação de empregos. A reforma política,
por sua vez, de acordo com Robson Braga de Andrade, "é
essencial diante da constatação de que a qualidade
da governança pública e do sistema de decisões
políticas é crucial para o adequado funcionamento
da economia e da sociedade".
"Fazer
o que precisa ser feito, com coragem e determinação,
eliminando obstáculos muitas vezes endêmicos na vida
política e econômica do nosso país é
a melhor forma de ampliar a nossa competitividade", destacou
o presidente da CNI.
DUPLO
ÔNUS - Ao passar o cargo a Robson Braga de Andrade, o
ex-presidente da CNI Armando Monteiro Neto advertiu que a continuidade
da valorização cambial restringe o crescimento da
indústria e da economia.
Conforme
seu diagnóstico, a apreciação do real impõe
duplo ônus à competitividade dos produtos industriais.
"Mantém não apenas o custo de capital elevado,
como permite preços favorecidos aos produtos estrangeiros
nos mercados internacionais, prejudicando nossas exportações
e crescentemente o mercado doméstico", enfatizou.
Monteiro
Neto propôs a adoção de uma meta de superávit
primário ousada, citando o déficit público
nominal zero, como alternativa "para reduzir drasticamente
as necessidades de financiamento público e abrir espaço
para a queda dos juros, contendo o processo de valorização
do real".
Fonte:
Agência CNI (site FIEMG)
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