Mercado
brasileiro de embalagens se reformula e deve crescer 14% neste ano
Questões ambientais e consumidor solitário
são novos focos do setor.
16/11/2010 - Com o rótulo da preocupação ambiental
cada vez mais evidente entre os clientes, o mercado brasileiro de
embalagens se reformula e deve crescer 14% neste ano.
O aquecimento segue na esteira do primeiro semestre, quando o setor
teve produção 16% maior do que no período equivalente
em 2009, segundo pesquisa da FGV-RJ (Fundação Getulio
Vargas) com a Abre (Associação Brasileira de Embalagens).
A indústria pegou carona no bom desempenho da economia nacional
e agora investe na procura de novos materiais, menos agressivos à
natureza, e de novas formas de oferecer produtos.Nessa última
prateleira, destacam-se as porções individuais. Mais
práticas e projetadas para evitar desperdício, ganharam
a atenção de consumidores e empresas, como a Alibey,
de alimentos.
No ano passado, a fabricante de tortas holandesas criou embalagem
com seis porções individuais, que antes eram vendidas
inteiras. Sem fazer campanha de marketing nem veiculação
na mídia, viu a venda dos produtos aumentar 27%. A divisão
em porções individuais, diz Marcelo Beyruti, diretor
da Alibey, agregou valor à sobremesa por causa da praticidade.
"A nova embalagem também diz o que é o produto
de forma rápida, com fotos e textos."
As porções menores servem sobretudo a dois tipos de
consumidor, analisa Gilberto Strunck, membro do conselho consultivo
da Popai Brasil (assessoria de marketing no ponto de venda): aqueles
que moram sozinhos e os com menor renda. "Temos uma quantidade
enorme de pessoas que an-tes moravam em grupos e agora estão
sozinhas, uma juventude que preferiu não se casar e pessoas
mais velhas que se separaram." Já os mais pobres, diz,
compram menores quantidade para não deixar de consumir a marca
que preferem, embora seja mais cara.
Fonte: Folha de SP/Adaptado por Celulose Online |
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