Fiemg:
país perde competitividade
Para
as empresas brasileiras, esses preços ainda continuam bastante
interessantes
REPORTAGEM LOCAL.
21/10/2010 - O presidente da Federação das Indústrias
do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Olavo Machado Jr, em nota, disse
que a manutenção da taxa de juros em níveis insuportáveis
como a do Brasil impede que nossas empresas tenham capacidade de vender
seus produtos.
"Mais
uma vez a equipe econômica do governo se equivoca no ajuste
das peças que regulam a economia brasileira. A decisão
de manutenção da taxa básica de juros é
um erro de avaliação da política monetária
brasileira, que insiste em manter a Selic em patamar desproporcional
e que tem como conseqüência direta um ambiente desfavorável
à produção nacional. Dois fatores fundamentam
essa visão."
Para
ele, um fator importante que corrobora a tese de que a política
monetária erra ao manter esta elevada taxa de juros é
a delicada situação atual do câmbio. "Estamos
vendo nos últimos dias uma pressão muito alta do câmbio
brasileiro. Uma das principais causas dessa valorização
do câmbio é a alta taxa de juros brasileiros, aliado
à atratividade da economia brasileira pós-crise que
formam um ambiente de enorme entrada de dólares no país,
o que aumenta substancialmente o valor da moeda nacional."
Neste
sentido, enfatizou o dirigente, é evidente que o aumento
da tributação de investimentos estrangeiros é
uma medida pontual e passageira de controle da valorização
cambial. Para ele, a redução da taxa básica
de juros com o intuito de convergir com a taxa de juros internacional
geraria um efeito muito mais eficaz e por um tempo maior do que
a elevação do IOF neste caso.
"Não
podemos esquecer que o atual patamar do real é extremamente
danoso para a economia brasileira, uma vez que diminui a competitividade
dos produtos nacionais quer sejam no mercado externo, quer seja
no mercado interno. Mantida esta forte apreciação
cambial, não dá para esperar outro cenário
no médio e longo prazos que não seja o de uma redução
na capacidade industrial brasileira, que já mostra sinais
de enfraquecimento", avaliou.
Conforme
Machado, este cenário se daria pela indústria nacional
não conseguir competir com os concorrentes externos, uma
vez que o Real valorizado aumenta sobremodo os preços dos
produtos nacionais. "Na margem, este cenário acarretaria
diminuição dos investimentos, redução
dos empregos, e, um retrocesso na estrutura industrial brasileira
construída ao longo dos anos."
Fonte: Diário do Comércio
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