Preços
da celulose deixam de cair
Os preços começam
a se estabilizar porque a China voltou às compras.
30/09/2010
- Após quedas significativas em julho e em agosto, a celulose
parou de cair. Neste mês, os preços começam
a se estabilizar porque a China voltou às compras.
Principal
responsável pelo recuo, os chineses ficaram com estoques
reduzidos nos últimos meses e, ao voltarem ao mercado, estão
dando sustentação aos preços.
A
avaliação é de Carlos Bacha, professor da Esalq/USP
(Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, ligada à
USP) e do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia
Aplicada).
Segundo
ele, a principal queda ocorreu nos preços da fibra curta,
que recuou US$ 50 no período. Já a fibra longa teve
queda menor, de US$ 30 por tonelada. A tonelada da celulose do tipo
fibra curta está sendo negociada a US$ 870, em média,
na Europa. A fibra longa está em US$ 973. No mercado interno,
os reflexos da queda externa só chegaram a partir do início
deste mês.
A
celulose parou de cair porque os países europeus também
voltaram às compras. Além da recomposição
de estoques, a demanda cresce devido ao retorno às aulas,
diz Bacha. Apesar da queda de preços, a celulose remunera
bem, principalmente o produtor brasileiro, que tem menor custo de
produção. Com isso, "o que chama a atenção
são os investimentos".
Mas
as indústrias estão desacelerando os investimentos
em regiões como São Paulo e buscando áreas
com terras de menor valor, como Mato Grosso, Maranhão, Pará,
Tocantins e Bahia. Esses novos investimentos, inclusive os do Sul
do país, estão sendo feitos, no entanto, sempre próximos
a áreas com boa logística de transporte, para tornar
o produto brasileiro ainda mais competitivo. Na avaliação
de Bacha, são investimentos sem risco porque "a demanda
lá fora está aquecida e o Brasil é bastante
competitivo".
Fonte:
Folha de S. Paulo/Adaptado por Celulose Online
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