Emprego formal: saldo menor

A diferença entre contratações e rescisões sofreu retração de 65,5% no Estado, em julho ante junho.


LUCIANE LISBOA.

20/08/2010 - Depois de vir registrando altas consecutivas nos últimos meses, em julho o saldo positivo do emprego formal em Minas desacelerou, passando de 38,870 mil vagas em junho para 13,354 mil no mês passado. O que significa uma queda de 65,5% no período. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

No mês passado, foram realizadas 201,612 contratações, ante 188,258 mil desligamentos. Em relação ao mesmo mês do ano passado, quando o país ainda enfrentava reflexos da crise, houve crescimento de 347,6% no volume de contratações com carteira assinada. Em julho de 2009 o saldo foi de apenas 2,983 mil empregos.

Por outro lado, o nível do emprego formal registrado em Minas no mês passado foi bem inferior ao percebido no mesmo mês de 2008, no período considerado pré-crise. Naquele intervalo, o saldo positivo dos postos de trabalho chegou a 31,843 mil.

No acumulado dos primeiros sete meses do ano, o saldo é positivo em 245,926 mil postos de trabalho. Entre janeiro e julho do ano passado foi verificado saldo de 83,429 mil vagas, o que significa um crescimento superior a 194%.
Construção - Diferente do que aconteceu no mês imediatamente anterior, o resultado de julho não foi impulsionado pelo setor agropecuário, mas sim, pela construção civil, que registrou saldo positivo de 5,727 mil postos de trabalho, com variação positiva de 1,74%.

Nos primeiros setes meses do ano, a construção civil acumulou um saldo positivo de 34,319 mil empregos, com variação positiva de 11,6%. Em relação a julho de 2009 (3,310 mil empregos), houve aumento de 73% no segmento.

Por outro lado, a agropecuária surpreendeu negativamente em julho, tendo sido o segmento econômico que teve o pior desempenho no Estado: saldo negativo de 2,983 mil vagas. Em junho, o setor havia acumulado 21,839 mil vagas de saldo. Entre os meses de janeiro e julho deste ano, a agropecuária registrou saldo positivo em 71,3 mil postos de trabalho, contra 68,124 mil entre janeiro e julho do ano passado. O resultado representa alta de 4,6% no período, conforme dados do Caged.


Serviços - O posto de segundo maior saldo no ranking do emprego formal em Minas Gerais ficou com o setor de serviços, que em julho registrou a criação de 5,147 mil vagas, contra 6,727 mil em junho, com queda de 23,4%. Já se comparado ao mesmo período do ano passado, houve alta de 560%, quando o saldo ficou em 779 mil vagas.

O crescimento entre janeiro e junho alcançou 156% em relação ao mesmo intervalo do ano passado. O saldo de empregos no período totalizou 54,125 mil contra 21,103 mil nos primeiros seis meses de 2009.

Já a indústria da transformação registrou resultado positivo de 1,160 mil vagas em julho, contra 4,560 mil em junho, o que significou uma queda 74,5% no saldo de emprego no mês passado. Mas em comparação com o mesmo período de 2009, quando o saldo foi maior, já que no período foram criados 930 empregos.

Entre janeiro e julho, foram criadas 58,354 mil vagas pela indústria da transformação. Já nos primeiros sete meses do ano passado, devido aos impactos da crise financeira, o setor registrou saldo negativo de 18,543 mil empregos. Em igual período de 2008, antes da turbulência econômica, o segmento acumulou 46,048 mil vagas.

A indústria extrativa mineral apresentou desempenho positivo segundo o Caged, com saldo de 353 vagas em julho. Em comparação com junho, quando foram abertos 465 postos de trabalho, houve queda de 24%. No acumulado do ano, o setor acumula saldo de 2,757 mil empregos formais. No ano passado, em igual período, o saldo ficou negativo em 610 vagas.


Comércio - Em julho, o comércio mineiro apresentou saldo de 3,453 mil vagas. O setor mostrou evolução em relação ao mês anterior, quando foram criadas 3,016 mil vagas (alta de 14,4%). No mesmo mês de 2009, foram criados 1,550 mil empregos (alta de 94,5%). Nos primeiros sete meses de 2010, o comércio registrou 17,873 mil novas vagas, ante saldo negativo de 1,446 mil entre janeiro e julho do exercício passado.

Fonte: Diário do Comércio