Melhora
avaliação do clima econômico da AL
Economia
da AL tem melhor nota em 12 anos.
19/08/2010 - O Índice de Clima Econômico (ICE) da região,
divulgado ontem pela Fundação Getúlio Vargas
(FGV) em parceria com o instituto alemão IFO, subiu de 5,6
pontos em abril para 6 pontos em julho, o segundo melhor da série
histórica do indicador, iniciada em 1989.
Entre
os 11 países pesquisados, o Peru conta com o melhor clima
econômico, com pontuação média de 7,5
pontos nos últimos quatro trimestres até julho, seguido
de perto pelo Brasil (7,3 pontos). A taxa da América Latina
no mês passado só perdeu para o desempenho de outubro
de 1997, quando atingiu 6,3 pontos.
O ICE é calculado dentro de uma escala de pontuação
que vai até 9 pontos. O indicador é elaborado a partir
das respostas obtidas na Sondagem Econômica da América
Latina, que contou, em julho, com opiniões de 149 especialistas
e analistas do mercado financeiro em 17 países.
O indicador já havia registrado 6 pontos em quatro momentos:
janeiro, abril e julho de 1997 e abril de 2000. "Houve uma
melhora na percepção dos analistas sobre o andamento
da economia latino-americana", disse a coordenadora do Centro
de Comércio Exterior do Instituto Brasileiro de Economia
da FGV (Ibre/IFGV), Lia Valls.
Boom com cautela. Em pesquisas anteriores a julho, os especialistas
projetavam piora no cenário econômico do continente,
o que não ocorreu. "Mas, mesmo com o resultado positivo,
ainda há alguma incerteza sobre o futuro, a sustentabilidade
da recuperação da economia mundial, em geral, e da
latino-americana, em particular", acrescentou. Para ela, é
possível classificar como um "boom" o atual momento
latino-americano. "Mas é um "boom" com cautela",
resumiu.
O Brasil foi um dos países com maior contribuição
no desenho traçado pelos economistas. Os técnicos
da FGV destacaram o crescimento do País nos primeiros meses
do ano e o aumento dos níveis de emprego como propulsores
das boas expectativas.
Lia Vals considerou que, atualmente, os temas vistos com alguma
preocupação por analistas são o avanço
da inflação e um déficit mais forte nas transações
em contas correntes. "Mas mesmo estes temas não são
considerados muito arriscados. São debates para se pensar
mais para o futuro", assinalou. "A avaliação
é que, no Brasil, há estabilidade na economia."
Além do Brasil, outros três países também
contribuíram fortemente para o bom humor dos analistas em
julho, em suas avaliações sobre a economia latino-americana:
Chile, Peru e Uruguai. "Todos estes países estão
experimentando um movimento de boom econômico".
"Chile sempre teve uma constante no desempenho de sua economia
e há uma percepção de que é uma economia
estável. Já Peru e Uruguai experimentaram crescimentos
importantes na economia no primeiro trimestre", disse. No caso
dos dois últimos, Lia lembrou que são fortes exportadores
de commodities.
O pior
A Venezuela é o país com o pior clima econômico
em julho entre os 11 pesquisados. "Há uma percepção
de que a economia na Venezuela não apresenta sinais de estabilidade",
diz Lia Valls.
Fonte: O Estado de S.Paulo/Adaptado por Celulose Online
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