Lei
do resíduo sólido exigirá R$ 6,1 bi
Lei prevê que municípios devem abandonar lixões.
03/08/2010 - Sancionada ontem (02) pelo presidente Luiz Inácio
Lula da Silva, a Política Nacional de Resíduos Sólidos
exigirá investimentos de pelo menos R$ 6,1 bilhões nos
próximos quatro anos para a implantação e manutenção
das iniciativas previstas no plano, como a criação de
aterros sanitários. A estimativa é da Associação
Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos (Abetre).
Segundo a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, o governo
deve investir inicialmente R$ 1,5 bilhão, a partir de 2011
- verba que será repassada para Estados, municípios
e cooperativas para ações focadas. A nova lei deve provocar
mudanças na forma como a sociedade lida com o lixo. Um dos
pilares do marco regulatório do lixo, a coleta seletiva não
é plenamente difundida no País. De acordo com dados
da Abrelpe, 44,1% dos municípios brasileiros não dispõem
desse tipo de iniciativa.
As novas diretrizes do governo estabelecem ações como
o chamado sistema de logística reversa, pelo qual empresas
de eletroeletrônicos, pilhas e pneus terão de dar destinação
adequada para itens usados. Proíbe ainda lixões, prevê
que Estados e municípios façam planos específicos
para a destinação do lixo, além de incentivar
linhas de financiamento para cooperativas.
"Todo mundo passa a ser responsabilizado pela destinação
apropriada dos resíduos sólidos. Isso exige um trabalho
monumental, mas temos (agora) um novo patamar de legislação",
disse a ministra, ontem, durante cerimônia. Foram necessárias
duas décadas para que o texto ganhasse forma final, passasse
pelo Congresso e chegasse às mãos do presidente Lula.
Uma campanha educativa deve ser lançada em breve, para conscientizar
a população sobre o assunto. "Precisamos intensificar
a informação ao cidadão, mudar esse comportamento,
reduzir inclusive o consumo. Hoje, só o Estado de São
Paulo produz diariamente 40 mil toneladas de resíduos sólidos.
E a região metropolitana, mais cerca de 18 mil toneladas por
dia", afirmou.
A Política Nacional de Resíduos Sólidos prevê
que Estados, municípios e a União façam planos,
com diagnóstico da situação atual, proposição
de cenários e estabelecimento de metas e programas. Fica proibida
a importação de resíduos sólidos perigosos
e rejeitos. Além disso, embalagens deverão ser fabricadas
com materiais que propiciem a sua reutilização ou reciclagem.
A lei proíbe tanto o lançamento de resíduos sólidos
ou rejeitos a céu aberto quanto a fixação de
habitantes nas áreas de disposição final do lixo.
Regulamentação. Uma série de ações
ainda depende de regulamentação para que entrem em vigor.
O governo precisa definir, por exemplo, como se darão os acordos
setoriais, a implantação do sistema de informações
e os cronogramas do plano nacional e da logística reversa.
Fonte: O Estado de S. Paulo/Adaptado por Celulose Online |
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