Dólar segue otimismo global fecha em queda de mais de 1%

É a menor cotação de fechamento desde 13 de julho.
No mês, o dólar agora tem queda de 2,38%.


Do G1, com informações da Reuters

22/07/2010 - A alta expressiva das bolsas de valores e a renovação da confiança de investidores globais provocaram a queda de mais de 1% do dólar ante o real nesta quinta-feira (22).

A moeda norte-americana caiu 1,28%, para R$ 1,761. É a menor cotação de fechamento desde 13 de julho. No mês, o dólar agora tem queda de 2,38%.

Dados corporativos e econômicos melhores que o esperado na Europa e nos Estados Unidos e uma revisão positiva da previsão de crescimento da produção da indústria chinesa impulsionaram o mercado global desde o começo do dia.

Enquanto as operações de câmbio se encerravam no Brasil, o dólar caía 0,97% ante uma cesta com as principais moedas , como o euro , que se valorizava em cerca de 1 por cento.

As bolsas em Nova York e em São Paulo subiam mais de 2%. "Os dados da Europa hoje foram alentadores", resumiu Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da corretora Treviso, em referência a índices sobre atividade na zona do euro e varejo na Grã-Bretanha. "E nos balanços (corporativos) nos EUA, não tem ninguém com prejuízo."

Ele citou também o efeito que a alta do juro básico no Brasil, embora menor que o previsto pela maioria dos economistas, tem de atrair capitais para o país. Outros analistas, porém, já identificam um possível limite para a queda do dólar.
"Por ora, o piso de R$ 1,75 parece ser um obstáculo para o real", disse Win Thin, estrategista da Brown Brothers Harriman, ponderando que "o ambiente fortemente favorável ao risco está alimentando uma alta geral das moedas emergentes".

A equipe de análise do RBC Capital Markets também lembrou que "o posicionamento a favor da valorização do real está um pouco saturado, o que deixa a moeda exposta a um ajuste caso a aversão a risco aumente outra vez, os preços das commodities caiam ou haja algum ruído da campanha eleitoral".

De acordo com dados da BM&FBovespa, os estrangeiros tinham US$ 7 bilhões em posições vendidas na moeda norte-americana nos mercados futuro e de cupom cambial.
No mercado à vista, os bancos tinham no fim de junho mais de US$ 9 bilhões em posições vendidas. O BC deve atualizar esses dados na segunda-feira.


Fonte: site Globo.com