Suzano conclui aquisição da Futuragene

Empresa reforça sua aposta em biotecnologia na busca da competitividade e sustentabilidade de seus negócios

15/07/2010 - A Suzano Papel e Celulose concluiu nesta quarta-feira (14), a aquisição da Futuragene, empresa pioneira na pesquisa e desenvolvimento de biotecnologia direcionada aos mercados de culturas florestais e biocombustíveis. Com essa operação, a companhia reforça sua aposta no desenvolvimento de tecnologias sustentáveis com forte orientação ambiental para o atendimento das crescentes demandas por maior produtividade e qualidade das fibras de eucalipto, além de melhor utilização de recursos naturais, como terra, recursos hídricos e maior absorção de carbono da atmosfera.

Em seus 86 anos de trajetória, a Suzano sempre manteve a inovação em seu DNA. A empresa foi pioneira no desenvolvimento de celulose branqueada a partir do eucalipto, em 1957, marcando a última grande mudança no setor que, anos depois, elevaria o Brasil a uma das maiores potências mundiais desta indústria.

"Com mais de três décadas de pesquisas e desenvolvimento, a Suzano formou uma das bases genéticas de eucalipto com maior produtividade florestal do mundo e potencial para ser adaptada a diversas condições de solo e clima, bem como para diferentes usos finais, tais como a produção de celulose", diz André Dorf, diretor executivo de estratégia e novos negócios. Desde 2001, a empresa mantinha acordo de cooperação tecnológica com a Futuragene, que tem o incremento de produtividade florestal para o processo industrial como uma das tecnologias mais avançadas de seu portfolio.

Com competências complementares entre as empresas, a aquisição permitirá a criação de sinergias relevantes para o desenvolvimento da produtividade florestal. "Acreditamos que a biotecnologia pode ser uma ferramenta para manter nossa competitividade e sustentabilidade no longo prazo", afirma Dorf. Os benefícios da biotecnologia não se limitam aos ganhos em silvicultura, mas também da maior produtividade florestal, que incluem menor investimento em terras e plantios com características específicas adequadas ao processo produtivo, como maior conteúdo de fibra e maior resistência à doenças.

Além dos negócios florestais, principal atividade da Suzano, algumas tecnologias que estão no portfolio da Futuragene podem ser usados para outras culturas, como, por exemplo, o algodão, o milho e outras espécies, principalmente no que se refere a bioenergia e biocombustível. A Suzano anunciou que vai avaliar qual o melhor modelo de negócio para cada uma dessas tecnologias e tomar as decisões de acordo com o grau de maturidade de cada uma, o que será preciso para desenvolvê-la até o ponto de comercialização e o alinhamento com a estratégia da empresa.

"Em linha com as legislações de biossegurança mais avançadas do mundo, o Brasil exige que se façam testes rigorosos antes de liberar o plantio comercial de organismos geneticamente modificados. Por isso, nos próximos anos vamos centrar esforços na etapa experimental contando com o time de mestres e doutores de nosso Centro de Tecnologia em Itapetininga (SP) e da Futuragene", explica o diretor da Suzano.

Essa aquisição contribui para o processo de internacionalização da Suzano, que passará a operar centros de pesquisa em Israel e na China e experimentos em campo em Israel, Estados Unidos, China e Sudeste Asiático, além de já possuir escritórios comerciais para a venda de papel e celulose na China, Estados Unidos, Europa e Argentina.

Fonte: Celulose Online