Eleições
não ameaçam investimentos
Previsão é que o próximo
presidente mantenha tripé macroeconômico e que economia
continue crescendo.
RAFAEL
TOMAZ.
ALISSON
J. SILVA

Machado (Fiemg):
"Não há clima de grandes
mudanças em virtude da eleição"
06/07/2010 - As eleições presidenciais de outubro
deste ano, ao contrário do que ocorreu em 2002, não
deverão ser marcadas pelo temor por parte de empresários,
que manterão os aportes em andamento no país, segundo
avaliação de economistas e entidades de classe consultados
pelo DIÁRIO DO COMÉRCIO.
O motivo
seria a expectativa de continuidade do modelo macroeconômico
adotado pelo Brasil desde o Plano Real. Além disso, as projeções
apontam para o crescimento da economia nos próximos anos,
o que independe do candidato que for eleito.
Em
2002, ano em que Luiz Inácio Lula da Silva foi escolhido
presidente da República, o temor em relação
às rupturas do modelo econômico provocou a postergação
de investimentos e queda na bolsa de valores, além de alta
significativa do dólar.
De
acordo com o professor da Fundação Dom Cabral Haroldo
Vale Mota, o tripé macroeconômico, que garante a estabilidade,
deverá ser mantido pelo próximo presidente da República.
"Não haverá extinção das metas
de inflação, por exemplo", afirmou.
Além
disso, deverão ser mantidos o controle do superávit
primario e o câmbio flutuante pelo próximo governo.
"Não haverá mudanças significativas na
condução do país", disse.
Entre
os setores que deverão dar continuidade aos investimentos
está o industrial, de acordo com o presidente da Federação
das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Olavo Machado
Júnior. "Não há clima para grandes mudanças
em virtude da eleição", afirmou. Ele lembrou
que o cenário econômico atual demandará investimentos
por parte do setor. "A economia está fluindo e não
há temores por parte dos empresários em relação
ao país", completou.
Para
se ter uma ideia, as projeções do secretário
de Estado de Desenvolvimento Econômico, Sérgio Barroso,
apontam para a atração de investimentos da ordem de
R$ 30 bilhões no restante do ano em Minas Gerais. Em 2010,
o volume de aportes deverá ser recorde, alcançando
R$ 80 bilhões.
Fonte: Diário do Comércio
|