Commodity
acumula alta de 31% no ano
Os preços da celulose nunca estiveram
tão altos.
29/06/2010
- Na semana encerrada no dia 18, a tonelada da celulose de fibra
curta, que é produzida no Brasil, era cotada a US$ 917,85
na Europa, com alta de 31% no ano, segundo levantamento da Tendências
Consultoria. "Os preços estão em patamares recordes",
afirma Bruno Rezende, analista da Tendências. O motivo é
simples: a demanda está maior do que a oferta.
Em 2008, com a crise internacional, muitos projetos de expansão
foram adiados e fábricas obsoletas na Europa e nos Estados
Unidos foram fechadas. Recentemente, o terremoto no Chile provocou
uma retração na oferta e nos estoques mundiais. A
procura pela commodity, por sua vez, manteve o crescimento. "Com
a retomada da atividade econômica, a demanda ficou maior do
que a oferta", diz Carlos José Caetano Bacha, professor
da Esalq/USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, ligada
à USP).
Demanda futura
E mesmo em um universo cada vez mais informatizado, onde o papel
dá espaço aos meios eletrônicos, a estimativa
é de aumento da demanda por celulose, puxada principalmente
pelos países emergentes. "O crescimento econômico
nos países asiáticos deve se refletir em mais compras,
aumentando a demanda por embalagens e papéis de imprimir
e escrever", afirma Francides Gomes da Silva Junior, professor
do Departamento de Ciências Florestais da USP. Em 2009, as
exportações brasileiras de celulose para a China cresceram
128%, para 2,8 milhões de toneladas, segundo a Bracelpa.
O país asiático já é o segundo principal
mercado para o Brasil, atrás apenas da Europa.
Fonte: Folha de S. Paulo/Adaptado por Celulose Online
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