Preço
da celulose global estabiliza em julho
É a primeira vez em 2010 que as empresas
não elevam os preços no primeiro dia do mês.
01/07/2010
- O cenário de enfraquecimento da economia mundial, a volta
do Chile ao mercado de celulose e a conclusão de que os preços
da commodity já atingiram níveis bastante elevados
fizeram com que os principais produtores mundiais, como as brasileiras
Fibria e Suzano, não elevassem seus preços a partir
de 1o de julho.
É
a primeira vez em 2010 que as companhias não elevam os preços
no primeiro dia do mês. Após seis reajustes consecutivos,
exceto na Ásia, onde em maio os preços já haviam
sido mantidos, os valores por tonelada estão em 920 dólares
na Europa, 950 dólares na América do Norte e 850 dólares
na Ásia, todos já acima dos níveis pré-crise
financeira.
Nos
três primeiros meses do ano, os aumentos foram de 30 dólares
por tonelada, enquanto em abril e maio as altas foram de 50 dólares
por tonelada. Em junho, Europa e América do Norte voltaram
a ter reajuste de 30 dólares.
A
expectativa de analistas do setor de papel e celulose é de
que os preços sejam mantidos até o final do ano. Pequenos
aumentos podem ocorrer por conta de ajustes cambiais, e se a China
continuar a ter perspectivas de crescimento menores que o anteriormente
previsto é possível até mesmo que os preços
do insumo apresentem ligeiro recuo.
Em
maio, o índice de atividade da indústria chinesa caiu
para 53,9 pontos, comparado a 55,7 em abril e ligeiramente abaixo
da previsão do mercado. Mesmo assim, foi o 15o mês
consecutivo acima da marca dos 50.
"O
cenário lá fora é de enfraquecimento da economia
mundial, principalmente na Europa. E com a possibilidade de que
a China não cresça tanto já não há
mais força para novos aumentos", afirma o analista do
setor de papel e celulose da SLW Corretora, Pedro Galdi.
Para
ele, o fato de que o Chile, um dos maiores produtores mundiais do
insumo, está voltando aos níveis normais de exportação
após o forte terremoto que atingiu o país no final
de fevereiro, corrigindo os estoques, tornou desnecessários
novos aumentos. Atualmente, os estoques globais de celulose estão
em 27 dias.
"Novas
elevações até o final do ano somente devem
ocorrer se a economia mundial reverter a tendência e voltar
a crescer", diz Galdi. "Caso contrário, é
possível que haja um pequeno aumento no final do ano, mas
por conta de ajustes cambiais."
O
analista da Link Investimentos, Leonardo Alves, acredita na possibilidade
de que os preços recuem ligeiramente até o final do
ano. "Se a demanda da China pela celulose brasileira cair,
é possível que os preços caiam, mas não
o suficiente para que os valores voltem ao patamar de 2009",
completa.
Fonte:
O Globo/Adaptado por Celulose Online
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