Desemprego
tem recuo na RMBH e atinge 9,6% da PEA
Resultado da PED é o menor da história
em maio.
JULIANA GONTIJO.

01/07/2010 - A taxa de desemprego total na Região Metropolitana
de Belo Horizonte (RMBH) passou de 9,9% da População
Economicamente Ativa (PEA) em abril para 9,6% em maio, apontou a Pesquisa
de Emprego e Desemprego (PED), divulgada ontem. O percentual foi menor
do que o verificado no quinto mês do ano passado (11%). "O
resultado de maio foi o mais baixo da série histórica
para o mês, que começou em 1996", ressaltou o subsecretário
de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), Juliano Fisicaro Borges.
De
acordo com o levantamento realizado pela Fundação
João Pinheiro (FJP), Departamento Intersindical de Estatística
e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Secretaria de Estado de
Desenvolvimento Social (Sedese) e Fundação Sistema
Estadual de Análise de Dados (Seade), houve redução
de 18 mil pessoas economicamente ativas (-0,7%), recuo de 0,4% número
de ocupados (-9 mil) e queda de 3,6% no contingente de desempregados
(-9 mil).
Em
maio, 239 mil pessoas estavam desempregadas na RMBH, contra 276
mil de igual mês de 2009. Em abril deste ano, o contingente
chegou a 248 mil. Já o número de ocupados na Grande
Belo Horizonte sofreu redução de 0,4% (-9 mil) em
maio frente a abril do mesmo exercício, enquanto que na comparação
com maio do ano passado foi verificada alta de 0,8% (18 mil pessoas).
De
acordo com a PED, a PEA foi calculada em 2,487 milhões pessoas
na RMBH em maio, total 0,8% menor que o verificado no quinto mês
de 2009. A retração também foi verificada ante
abril (-0,7%).
Em
maio ante abril do mesmo exercício, o comércio registrou
alta de 1,5% na ocupação, o que significou mais 5
mil vagas na região. Já as demais atividades analisadas
tiveram queda no total de postos de trabalho. A indústria
apresentou retração de 11 mil ocupações
(-3,2%).
Na
comparação anual, o comércio teve um comportamento
diferente com recuo de 2,7% ou menos 9 mil vagas. O mesmo aconteceu
com outros setores, que inclui serviços domésticos,
agricultura, pecuária e extração vegetal, entre
outras atividades, com retração de 8,6%, o que significou
15 mil empregos a menos. E os demais contabilizaram alta no total
de ocupados, com percentual mais expressivo para indústria
(9,6%), seguido pela construção civil (6,4%) e serviços
(0,2%).
A taxa
de desemprego na Grande Belo Horizonte (9,9%) em maio ficou abaixo
da média do país, que engloba o Distrito Federal e
mais seis regiões metropolitanas (Fortaleza, Porto Alegre,
Recife, Salvador, São Paulo e Belo Horizonte), que foi de
13,2% da PEA.
De
acordo com o coordenador técnico do Dieese, Mário
Marcos Sampaio Rodarte, o resultado do quinto mês de 2010
para a RMBH foi o mais baixo do ano juntamente com janeiro (9,6%),
mês em que foi registrado o menor percentual em 11 meses.
Em fevereiro, a taxa foi de 9,7% e no mês seguinte passou
para 10,2%. Em abril, voltou a cair (9,9%).
Projeções
- Ele afirmou que é complicado fazer projeções
sobre o comportamento do emprego em junho. "As ações
anticíclicas adotadas pelo governo federal e a crise na Europa
podem influenciar nos resultados do mercado de trabalho. O problema
é que a relação causal nem sempre é
clara", observou.
O levantamento
também revelou que o rendimento médio real dos ocupados
em abril na RMBH, pelo segundo mês seguido, superou o da região
metropolitana de São Paulo, chegando a R$ 1,319 mil. Na Grande
São Paulo, o valor foi de R$ 1,297 mil. "Em termos de
valor, a Região Metropolitana de Belo Horizonte só
perde para o Distrito Federal, com R$ 1,888 mil, influenciado pelo
funcionalismo público", observou.
No
quinto mês de 2010 ante abril do mesmo exercício, o
rendimento na Grande Belo Horizonte registrou um avanço de
1,2%, mesmo percentual de alta de Fortaleza (1,2%). Na região
metropolitana de São Paulo, a alta foi mais modesta, com
incremento de 0,7% e, em menor medida, no Distrito Federal, com
elevação de 0,5%.
Entre
os segmentos analisados, o salário médio obtido na
indústria registrou elevação de 3,9% na RMBH,
enquanto que o setor de serviços apresentou estabilidade.
No comércio a variação de -0,2% foi considerada
estável.
Na
comparação abril do ano passado, o rendimento médio
real dos ocupados teve alta de 5,8% e passou de R$ 1,246 mil para
R$ 1,319 mil na RMBH. A Grande São Paulo apresentou recuo
de 2,1%, assim como o Distrito Federal (-2%) e a relativa estabilidade
em Fortaleza (-0,2%). Na média das seis regiões metropolitanas
e do Distrito Federal, a pesquisa revelou pequeno crescimento de
0,5%.
Nesse
tipo de análise foi verificado aumento nos salários
na Grande Belo Horizonte nos segmentos de comércio (12,2%),
indústria (8,2%) e serviços (1,1%).
Fonte:
Diário do Comércio
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