PIB de 2011 projeta expansão de 5%

Os números foram anunciados por Paulo Bernardo.


24/06/2010 - O Orçamento da União que será enviado ao Congresso em agosto prevê um crescimento de 5% do PIB para 2011 e uma inflação estabilizada em 4,5% ao ano. A peça orçamentária também aumenta para quase o dobro o volume de investimentos previstos para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o programa Minha Casa, Minha Vida. Segundo o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, esses dois programas terão R$ 44 bilhões disponíveis - em 2010, os mesmos programas tiveram R$ 25 bilhões disponibilizados no Orçamento, o que implica redução da meta de superávit primário.

Os números foram anunciados por Paulo Bernardo após reunião da Junta Orçamentária com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, realizada na manhã de ontem(23) no Centro Cultural Banco do Brasil. De acordo com o ministro do Planejamento, até o início de julho a junta estará encaminhando esses parâmetros para que os ministérios analisem seus limites orçamentários para 2011. "O Congresso já está analisando a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e vamos mandar a proposta orçamentária para o Legislativo no início de agosto".

O Orçamento de 2011 será o último elaborado pelo governo Lula e vai basear o horizonte de receitas e despesas do próximo presidente que tomará posse em 1º de janeiro. Em 2002, quando Lula foi eleito, o governo Fernando Henrique Cardoso concordou em dividir com a equipe de transição do PT a elaboração do Orçamento de 2003.Bernardo afirmou que o governo mantém a proposta de reajuste do salário mínimo levando em conta o crescimento da economia brasileira. "Fizemos um acordo que vale até 2020, embora o próximo governo tenha a prerrogativa para revisar isso. Mas como é o presidente Lula que vai reajustar o salário mínimo, seguiremos a mesma regra."

Bernardo foi evasivo sobre os cortes no Orçamento. Na semana passada, ao autorizar o reajuste de 7,7% para os aposentados, Bernardo e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciaram cortes no custeio e nas emendas parlamentares para compensar o gasto extra de R$ 1,6 bilhão. "A nossa previsão de receita e despesa para este ano já está feita. Se tivermos um pouco de folga e será pouca na receita, poderemos fazer uma liberação", disse.

Fonte: Valor Econômico/Adaptado por Celulose Online