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KM
Papel vai ampliar a unidade produtiva
Capacidade instalada será expandida.
LILIAN LOBATO.
18/06/2010 - A KM Indústria e Comércio de Papel Ltda,
única fabricante de papel reciclado branco para impressão
de livros e cadernos da América Latina, com planta em Volta
Grande, na Zona da Mata, irá investir R$ 42 milhões
na ampliação da unidade. Com a expansão, a
empresa irá elevar a capacidade de produção
- hoje de 24 mil toneladas/ano - para 36 mil toneladas/ano. A KM
vai lançar uma linha própria de produtos como cadernos,
blocos e formulários contínuos. A previsão
é de que as obras sejam concluídas em 2012 quando
o faturamento deverá alcançar R$ 252 milhões.
DIVULGAÇÃO

A KM Papel produz 24 mil toneladas/ano de papel
reciclado branco em Volta Grande, na Zona da Mata
De
acordo com o diretor-presidente da empresa, Daniel Klabin Wurzmann,
em 2006 já foram aportados R$ 40 milhões na fábrica
de Volta Grande e a empresa atuava apenas no fornecimento de papel
reciclado branco para outras caderneiras. Com a nova linha, ele
pretende agregar valor ao produto. "A ampliação
da planta está no projeto de verticalização
da produção e abrirá espaço para a atuação
em um novo nicho de mercado", explicou.
Após
a adequação das instalações o início
de operação da nova linha, Wurzmann prevê mais
que dobrar o faturamento até 2012 (R$ 252 milhões).
Para este ano, ele estima receita de R$ 107 milhões, com
aumento de 18% na comparação com o exercício
anterior. "Ao todo temos 150 clientes e a tendência é
de aumento deste número em virtude do aquecimento do mercado
e também da venda dos artefatos de papel reciclado branco",
avaliou.
Arrendamento
- Segundo ele, para antecipar o processo de verticalização,
a empresa arrendou por três anos, a partir deste mês,
uma fábrica em Pirassununga, em São Paulo, que irá
processar inicialmente 300 toneladas de papel por mês. O objetivo
é chegar ao final de 2010 com um volume de 1 mil toneladas/mês
na fabricação de artefatos diversos, tais como cut
size (para impressoras e copiadoras), cadernos, formulários
contínuos e bobinas.
Quando
o projeto de expansão estiver concluído, a capacidade
instalada será de 3 mil toneladas/mês. "Atualmente,
temos o custo do frete do papel que sai de Volta Grande e vai à
Pirassununga. Com a ampliação, não teremos
o gasto que poderá ser investido na própria empresa",
afirmou.
Conforme
Wurzmann, a KM Papel irá destinar os produtos às classes
B, C e D a preços competitivos. Os principais mercados estão
concentrados em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e
na região Nordeste, local com grande potencial de compra.
"O Estado detém em torno de R$ 30 milhões do
faturamento, 33,3% do volume total", revelou.
Ele
ainda destacou que a unidade de Volta Grande é composta por
107 funcionários e, em dois anos, o número irá
saltar para 250 colaboradores. "As contratações
irão acontecer em função da demanda e a expectativa
é gerar emprego e renda na região da Zona da Mata",
explicou.
Nos
planos da empresa, segundo o diretor-presidente, está tornar
a KM Papel em uma companhia de capital aberto (S/A). Para isso,
está aperfeiçoando as práticas de governança
corporativa. "Mesmo sendo uma empresa limitada, desde 2009,
passamos por auditoria externa independente realizada por profissionais
ligados à Comissão de Valores Mobiliários",
afirmou.
A KM
foi fundada em 1996 e iniciou suas atividades como distribuidora
de papel. No primeiro ano, a empresa faturou R$ 8 milhões.
Em 2006, foi inaugurada a fábrica em Volta Grande. Atualmente,
ela ainda detém um centro de distribuição (CD)
em Piracicaba (SP).
Fonte:
Diário do Comércio
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