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Serra
defende proteção à indústria brasileira
O político citou o caso da celulose brasileira.
22/06/2010 - O candidato do PSDB à Presidência, José
Serra (PSDB), afirmou ontem (21) que o Brasil não possui
uma política de defesa comercial para enfrentar a concorrência
de produtos importados, principalmente dos que vêm da China.
A crítica aconteceu durante Sabatina Folha, promovida pelo
jornal Folha de S.Paulo ontem, na capital paulista. "Nós
não temos defesa comercial.
"Na
época do Collor era estilo cavalaria antiga. Foi feito assim,
sem alfândega, sem defesa comercial. Nós não
temos antidumping. Além do mais, reconhecendo o que é
uma aberração, que a China é uma economia de
mercado e não ganhamos nada em troca. Isso limita o antidumping
que possa se fazer", disse.
Serra exemplificou que, no caso dos têxteis, há uma
prática de declaração de mercadorias que precisa
de uma melhor fiscalização. Segundo o tucano, é
comum declarar em notas fiscais a venda de botões e na embalagem
estarem luvas. Também há casos em que uma caixa de
sapatos contém três pares do produto para não
pagar imposto. "Eu vi uma vez, que a China exporta US$ 10 bilhões
em têxteis para o Brasil, e aí eu olhei um dado aqui
que dizia que o Brasil importava US$ 5 bilhões. E os outros
US$ 5 bilhões? Entram por debaixo do pano, para não
pagar imposto", criticou.
Serra citou como outro exemplo de distorção comercial
o caso da celulose brasileira vendida para a China. Segundo o candidato,
o Brasil vende a celulose à China, que o transforma em papel
e depois o revende ao País. "O Brasil já está
consumindo quase 40% do papel, isso é um absurdo. E acontece
por quê? Porque eles são mais eficientes? Coisa nenhuma.
Isso acontece é porque eles [chineses] defendem uma relação
de câmbio e nós fazemos o oposto deles", justificou.
Fonte: DCI/Adaptado por Celulose Online
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