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Meta
central de inflação para 2012 é fixada em 4,5%
Essa é a mesma meta estabelecida desde o ano de 2005.
Nada impede, porém, que ela seja alterada por novo governo.
Alexandro
Martello
Do G1, em Brasília
22/06/2010 - O Conselho Monetário Nacional (CMN) se reuniu
nesta terça-feira (22) e decidiu fixar a meta central de
inflação em 4,5% para 2012, informou o secretário-adjunto
de Política Econômica do Ministério da Fazenda,
Gilson Bittencourt.
Segundo ele, a decisão foi consensual entre os três
membros do CMN (Guido Mantega, Paulo Bernardo e Henrique Meirelles).
Essa é a mesma meta adotada pelo governo desde 2005. Também
foi mantido, pelo CMN, em dois pontos percentuais, para cima ou
para baixo, o intervalo de tolerância da meta central para
2012.
Isso quer dizer que o Índice de Preços ao Consumidor
Amplo (IPCA), utilizado como referência no sistema de metas
de inflação do governo federal, pode ficar entre 2,5%
e 6,5% naquele ano sem que a meta seja formalmente descumprida.
Explicação
"A meta de inflação foi mantida para 2012 porque
é a meta que está dando certo. Nos últimos
anos, ela tem permitido manter a inflação sob controle
etambém a expansão da economia, sem colocar o BC numa
saia justa, ou uma camisa de força. Se, para este ano, em
que tivemos algumas alterações de inflação,
como choque de oferta, tivéssemos uma meta de inflação
mais apertada, o BC já estaria com juros mais elevados. Esta
meta está se revelando suficiente, razoável para cumprirmos
nosso objetivo", afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega.
Política de metas
A meta central de inflação deverá ser buscada
pelo Banco Central na definição da taxa básica
de juros. As decisões sobre a taxa de juros são tomadas
pelo Comitê de Política Monetária (Copom) da
instituição, em reuniões a cada 45 dias.
Ao subir os juros, o BC atua para conter a demanda da população
por produtos e serviços e, deste modo, para tentar impedir
a escalada dos preços. Quando baixa a taxa Selic, é
porque acredita que a trajetória da inflação
está consistente com as metas pré-determinadas pelo
CMN.
Quando as metas não são atingidas, o presidente do
BC tem quee escrever uma carta pública ao ministro da Fazenda
explicando as razões que levaram ao seu descumprimento.
As metas não foram atingidas em 2001 (em razão dos
choques externos e internos que atingiram a economia), em 2002 (por
conta de uma "conjugação perversa" de uma
severa crise de confiança e de um forte aumento da aversão
ao risco nos mercados internacionais) e em 2003 (pela inércia
inflacionária de 2002, elevadas expectativas de inflação
dos agentes e pelos efeitos da alta do dólar - que beirou
R$ 4 no fim do ano anterior).
Próximo governo
Ao fixar uma meta para 2012, o CMN está estabelecendo diretrizes
para o próximo governo, visto que o mandato do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva acaba no fim de 2010. Nada impede,
deste modo, que a meta seja alterada pela próxima equipe
econômica.
O próprio presidente Lula, ao assumir em 2003, promoveu a
alteração da meta herdada do governo anterior. Na
ocasião, a meta estava fixada em 3,25% para aquele ano, com
um intervalo de tolerância de dois pontos para cima ou para
baixo (podendo o IPCA ficar entre 1,25% e 5,25%). Com Henrique Meirelles
à frente do BC, a meta foi alterada, em fevereiro de 2003,
para 8,5% naquele ano e foi fixada em 5,5% para 2004.
"Logicamente, se o novo governo quiser alterar, ele pode fazer.
Nesse patamar, é possível manter a meta. Se o governo
não conseguir chegar no centro, pelo menos fica dentro da
banda", disse Bittencourt.
Fonte: site FIEMG
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