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Grupo
Orsa quer ampliar área de produção
O objetivo é de dobrar a capacidade da fábrica
até 2013.
17/06/2010 - O eucalipto é fonte de divisas também
em cidades amazônicas, como Laranjal do Jari, divisa do Pará
com o Amapá, onde o Grupo Orsa amplia a escala da produção.
"Estamos reformando e mudando área de plantios florestais
para melhorar a produtividade das árvores e até 2013
dobrar a capacidade da fábrica de celulose", anuncia
Sérgio Amoroso, presidente da empresa, proprietária
de 1,3 milhão de hectares na localidade. Desse total, 120
mil hectares estão reservados para eucalipto - metade dos
quais já ocupados. Na floresta nativa, correspondente a 1,1
milhão de hectares, foram produzidos no ano passado 40 mil
metros cúbicos de madeira.
As operações na região do Jari representam
a um terço do faturamento total da empresa, R$ 1,3 bilhão,
em 2009. "O plano é expandir as atividades no Amapá
até 2011, atingindo área total de manejo sustentável
certificado com 800 mil hectares", informa Amoroso. Hoje, a
exploração com selo socioambiental abrange 545 mil
hectares da Orsa Florestal, apenas no Pará. "Sem a atividade,
a região implodiria", afirma o executivo, enfatizando
a dependência econômica das cidades em relação
à produção florestal.
A fábrica de celulose e os plantios atraíram 4 mil
trabalhadores. "Aumentou a migração e a pressão
do crescimento urbano desordenado", admite Amoroso. Favelas
de palafitas se espalharam na beira dos rios, em Laranjal do Jari,
tradicional reduto de garimpeiros. A população passou
a conviver com drogas e prostituição. "Nos locais
mais afastados da Amazônia, o poder público está
ausente", diz Amoroso, ao lembrar os investimentos que a empresa
precisou fazer na área social quando assumiu os plantios
da região, em 2000.
Com a maior arrecadação de impostos em função
da produção florestal e da expansão do setor
de serviços, o município investiu na construção
de casas populares em novos bairros para abrigar a população
ribeirinha. Recursos da empresa financiam projetos de geração
de renda, como microcrédito para cooperativas de costureiras
e artesãs que fazem joias com sementes amazônicas,
exportando para os Estados Unidos.
Na cidade vizinha, Almeirim (PA), que recebe da Orsa Florestal R$
5 milhões por ano de ISS, o hospital foi erguido pela empresa.
"Mas a falta de transparência na gestão municipal
dificulta novas ações", afirma Amoroso. Apesar
das dificuldades locais, o plano, segundo ele, é avançar
nos investimentos para melhorar o rendimento da exploração
florestal, aumentar valor agregado e fixar posição
no mercado internacional. Com a substituição de óleo
combustível por biomassa nas caldeiras, a empresa pretende
avançar na meta, para 2012, de reduzir em 30% as atuais emissões
de carbono da Jari Celulose, Papel e Embalagens, que pertence ao
Grupo Orsa.
A empresa concluiu recentemente o inventário de gases do
efeito-estufa dentro da metodologia GHG Protocol, que segue padrões
internacionais da ONU, além de outras referências,
como as normas da série ISO 14064. O estudo identificou um
estoque de carbono que soma 688 milhões de toneladas nas
florestas da empresa na região do Jari. Desse total, 99%
estão em matas nativas. "Aguardamos o amadurecimento
do debate sobre os mecanismos internacionais de crédito de
carbono, para entrar no negócio", diz Amoroso.
Fonte: Valor/Adaptado por Celulose Online
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