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Meta
nacional de CO2 pode ser comprometida
A proposta poderia provocar a emissão de 25 bilhões
a 31 bilhões de toneladas.
12/06/2010 - Se aprovada pelo Congresso Nacional, a proposta de
reforma do Código Florestal apresentada pelo deputado Aldo
Rebelo (PCdoB-SP) poderia provocar a emissão de 25 bilhões
a 31 bilhões de toneladas de gás carbônico só
na Amazônia.
A cifra representa pelo menos seis vezes a redução
estimada de emissões por desmatamento que o Brasil se propôs
a cumprir, e impediria o país de cumprir a meta assumida
antes da conferência do clima de Copenhague. O cálculo,
preliminar, foi feito pelas ONGs Greenpeace e Ipam (Instituto de
Pesquisa Ambiental da Amazônia). Ele se baseia na quantidade
de reserva legal (a porção de florestas de uma propriedade
rural que deve ser mantida em pé) que seria eliminada na
região amazônica caso o novo código fosse aplicado.
Segundo Paulo Adário, do Greenpeace, a proposta de Aldo para
a reserva legal contém duas "perversidades": a
primeira é permitir o desmatamento de 100% em todas as propriedades
menores que quatro módulos fiscais -na Amazônia, cada
módulo fiscal tem 100 hectares.
A segunda é calcular a reserva nos imóveis maiores
que quatro módulos (400 hectares) já descontando os
quatro módulos isentos. "Isso permite rifar 85 milhões
de hectares", afirmou. "Vamos supor que metade disso já
esteja desmatado. Dá pelo menos 12 bilhões de toneladas,
ou quatro vezes a meta brasileira", afirma André Lima,
do Ipam.
s Fonte: Folha de SP/Adaptado por Celulose Online
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