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Após
duas altas, dólar fecha em queda de quase 1%
O resultado do PIB do primeiro trimestre influenciou o mercado.
No mês de junho, a moeda acumula alta de 2,14%.
08/06/2010 - A trégua no mercado global em uma sessão
com poucos indicadores externos permitiu a queda de 0,96% do dólar
nesta terça-feira (8), em uma sessão volátil
e com volume de negócios acima da média.
O forte resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil no primeiro
trimestre, com crescimento de 9% ante o mesmo período do
ano anterior, contribuiu para o ambiente positivo, mas não
refletiu diretamente nos negócios.
A moeda norte-americana fechou a R$ 1,860. Em junho, o dólar
ainda acumula alta de 2,14%. No ano, a valorização
é de 6,71%.
Foi um dia com poucos indicadores no exterior, o que permitiu uma
correção da taxa de câmbio no Brasil após
altas de mais de 1% do dólar nos últimos dois dias
pela preocupação com a crise na Europa.
"Hoje o euro deu um refresco, de certa forma. Chegou a ser
negociado acima de 1,20 (dólar)", disse um economista
da corretora BGC Liquidez. A moeda comum mantinha-se em terreno
positivo no fim da tarde, mas perto das mínimas em quatro
anos.
Volatilidade
Mesmo assim, foi uma terça-feira volátil. O dólar
chegou a subir levemente, alcançando R$ 1,88, quando as bolsas
dos Estados Unidos perderam força no fim da manhã.
"Todo cuidado é pouco. O otimismo não pode ser
exagerado, é preciso ficar atento ao movimento lá
fora", disse o operador de uma corretora, que preferiu não
ser identificado.
A instabilidade também teve raiz interna, em uma sessão
com volume acima da média. De acordo com dados da clearing
(câmara de compensação) da BM&FBovespa,
havia cerca de 6 bilhões de dólares em negócios
registrados até pouco antes do fechamento. No mês,
a média até segunda-feira era de 2,7 bilhões
de dólares.
Profissionais de mercado não identificavam a existência
de alguma operação específica. De acordo com
o economista da BGC Liquidez, havia uma disputa entre investidores
comprados e vendidos, que tentavam aproveitar a ausência de
um cenário claro no exterior para formar uma taxa mais adequada
a suas posições _ao contrário dos últimos
dois dias, quando a piora global determinava mais claramente a alta
do dólar.
Dados da BM&FBovespa apontavam que, considerando os mercados
de dólar futuro e cupom cambial, os estrangeiros tinham quase
3 bilhões de dólares em posições compradas
na moeda norte-americana na segunda-feira (a favor da alta), ao
lado dos investidores institucionais nacionais, com 4,7 bilhões
de dólares.
Na outra ponta, os bancos sustentavam 9,2 bilhões de dólares
em posições vendidas na moeda norte-americana.
Fonte:
site Globo.com
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