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Dólar
sobe e termina semana acima de R$ 1,85
Moeda norte-americana acumula alta de 2,1% no mês.
Notícias dos EUA e da Hungria centraram atenção
dos investidores.
04/06/2010 - O dólar fechou acima de R$ 1,85 nesta sexta-feira
(4), impactado pela surpresa negativa com a Hungria e por dados
frustrantes nos Estados Unidos. A moeda norte-americana subiu 1,75%
no dia, para R$ 1,859. Após três pregões, o
dólar tem agora alta de 2,1% em junho. No ano, a valorização
é de 6,7%. Na semana, a alta ficou em 2,7%.
O principal motivo para o mau humor dos investidores era a Hungria.
O porta-voz do novo primeiro-ministro do país admitiu que
há apenas uma pequena chance de se evitar uma crise similar
à da Grécia - onde os problemas fiscais exigiram um
pacote de ajuda da União Europeia para o pagamento da dívida
externa.
O Banco Central húngaro tentou contemporizar durante a tarde,
afirmando que as contas internas e externas melhoraram e que a capacidade
de financiamento do país deve continuar. Mas a desconfiança
dos investidores já derrubava a moeda local, o forint, e
abalava outros ativos emergentes .
Outra notícia que incomodou o mercado foi a criação
de apenas 41 mil postos de trabalho no setor privado dos Estados
Unidos em maio, abaixo da expectativa.
Com a liquidez ainda afetada pelo feriado de Corpus Christi, na
véspera, o mercado de câmbio no Brasil operou em linha
com o comportamento global. Arnaldo Puccinelli, gerente de mercados
financeiros da corretora Terra Futuros, espera que a volatilidade
continue na próxima semana. "A situação
é complicada. Tem muito dinheiro saindo da Europa e indo
para os EUA", disse.
Nem mesmo a agenda carregada no Brasil deve afetar de forma significativa
a taxa de câmbio. Além da esperada alta na taxa de
juros, o governo deve anunciar um forte crescimento no primeiro
trimestre de 2010 - dois fatores que, em condições
normais, atraem capitais para o país.
"Só se tiver algo muito radical para mexer um pouco
a tendência do câmbio", comentou.
Analistas do banco francês BNP Paribas afirmaram também,
em relatório, que a maior dependência da conta de capitais
para financiar o balanço de pagamentos do país diminui
o espaço para uma valorização do real, caso
as condições externas permitam.
Fonte: Site Globo.com
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