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Mercado
de Carbono cresce 6% em 2009
Três segmentos tiveram retração
31/05/2010 - Na semana passada, os preços das permissões
européias (EUAs) para Dezembro de 2010 tiveram uma leve baixa,
estabilizando-se pouco abaixo de € 15,00. A redução
certificada de emissão (RCE) também perdeu uma boa
margem dos valores praticados no início de maio, e o spread
entre RCE-EUA está na faixa de € 2,50.
A redução nos preços do carbono foi decorrente
de alguns fatores verificados durante as duas últimas semanas,
porém, a grande tônica advêm das incertezas econômicas
na zona do euro e, também, pela redução do
preço do complexo energético (petróleo e energia).
As incertezas econômicas reduzem os preços do complexo
energético e estes demonstram, consequentemente, uma baixa
atividade econômica futura pela retração da
utilização de energia para a indústria em geral.
Para esta semana, espera-se a continuidade da mesma tendência,
com ligeira elevação dos valores das EUAs e RCEs para
o patamar de € 15,53 e € 12,97, respectivamente, em virtude
de um aumento de 3% nos preços do petróleo e gás
natural no Reino Unido. Portanto, o que se verifica é que
o o mesmo spread da semana anterior entre EUAs e RCEs está
se mantendo, com uma ligeira ampliação.
Relatório do Banco Mundial indica crescimento especulativo
do mercado com baixo financiamento de novos projetos. Por outro
lado, um relatório publicado pelo Banco Mundial demonstrou
um crescimento do mercado de carbono da ordem de 6% durante o ano
de 2009, mesmo diante da crise financeira internacional, com valores
totais negociados na ordem de US$ 144 bilhões em comparação
a US$ 136 bilhões durante 2008.
Embora tenha ocorrido tal crescimento em um ano de crise financeira,
certo é que tal situação decorre de um movimento
especulativo, pois não se verifica uma atividade forte de
financiamento de novas iniciativas de projetos Mecanismo de Desenvolvimento
Limpo ou Implementação Conjunta.
Tal relatório demonstrou uma redução significativa
do financiamento pelos países industrializados nos países
em desenvolvimento, de forma que as reduções de gases
efeito estufa cairam pela metade (de 211 milhões de toneladas
de dióxido de carbono (CO2) em 2009, contra 404 milhões
em 2008).
O Banco Mundial ressaltou que: "A crise financeira estimulou
as instituições financeiras e os investidores privados
a desalavancagem e a redirecionar suas posições longe
de investimentos de risco e para ativos mais seguros e mercados",
em seu relatório publicado na Carbon Expo em Colônia,
Alemanha.
O relatório traz expectativas que a demanda por compensações
decorrentes de projetos MDL antes de 2012, subirá este ano
para 230 milhões de toneladas, por conta principalmente das
atividades dos governos europeus para cumprir as suas metas de reduções,
porém somente com uma sinalização positiva
de um cenário pós Quioto é que realmente teremos
um fluxo de capitais mais consistente para os países em desenvolvimento
que não sejam China e Índia, países que mais
tem recebido capital dos fundos de energia limpa e reduções
de emissões.
A grande expectativa é a implementação do mercado
norte-americano, após o anúncio dos principais tópicos
do Climate Act Bill pelos Senadores John Kerry e Lieberman no último
dia 12 de maio.
O RGGI (Regional Greenhouse Gas Initiative), apenas para termos
uma idéia, subiu o volume financeiro de negociações
para US $ 2,2 bilhões no ano passado (2009) em comparação
a US $ 200 milhões em 2008, disse o relatório. Além
disso, o volume de trocas de permissões que em 2008 foi da
ordem de 62 milhões subiu para 805 milhões em 2009,
ou seja, quatro vezes mais que o esquema europeu, somadas as EUAs
e RCEs. Vamos aguardar e torcer para que em Dezembro (COP 16), finalmente,
possamos ter o grande mercado norte-americano aberto aos nossos
projetos.
Fonte: Carbon Market Consulting/Adaptado por Celulose Online
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