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Fibria
usa derivativos para zerar dívidas
Desta forma, nossa dívida com bancos sobre derivativos
está encerrada.
21/05/2010 - A dívida da Fibria com 13 instituições
financeiras por operações com derivativos de câmbio
da Aracruz em 2008 será inteiramente paga na próxima
semana, disse na última quinta-feira(20) o presidente da
companhia, Carlos Aguiar.
No
início desta semana, o diretor de Relações
com Investidores da Fibria, André Luiz Gonçalves,
já havia dito que a companhia usaria dois terços de
uma emissão de bônus no exterior de 750 milhões
de dólares para quitar dívidas com derivativos, mas
não forneceu um prazo.
"Desta
forma, nossa dívida com bancos sobre derivativos está
encerrada", afirmou Aguiar, durante evento que marcou a entrada
da Fibria -resultante da união de VCP e Aracruz- no Novo
Mercado da Bovespa.
No
final de março, a dívida bruta da Fibria era de 13,54
bilhões de reais, queda de 28 por cento em relação
ao mesmo período de 2009, e 8 por cento menor que no fim
do quarto trimestre.
Já
a dívida líquida caiu 31 por cento ante o primeiro
trimestre de 2009, mas subiu 2 por cento ante dezembro devido à
desvalorização do real ante o dólar no início
de 2010.
TERRAS
O presidente da Fibria afirmou ainda que a companhia precisará
de 110 mil hectares adicionais de florestas plantadas de eucalipto
para que sua segunda unidade em Três Lagoas (MS) possa entrar
em operação.
A fábrica
deve começar a produzir no final de 2014, disse o executivo.
"Já detectamos um excedente de 30 mil toneladas da primeira
fábrica... Até 45 por cento das terras que precisamos
virão de terceiros", disse Aguiar, também sinalizando
a possibilidade de que, inicialmente, a unidade use madeira vinda
do projeto Losango (RS), atualmente paralisado.
De
acordo com ele, a norte-americana International Paper (IP), que
possui uma fábrica integrada à da Fibria em Três
Lagoas, decidirá até 2013 se também terá
uma segunda unidade no local.
"Mas não queremos outro parceiro além da IP.
Se não forem eles, não será ninguém",
disse o executivo.
A unidade
da Fibria em Três Lagoas fará uma parada para manutenção
de 10 dias em junho, deixando de produzir cerca de 30 mil toneladas
de celulose. Somando-se à parada programada das unidades
de Aracruz (ES) também neste trimestre, entre abril e junho
a companhia terá deixado de produzir até 70 mil toneladas
de celulose.
"Mas a redução já era esperada e não
prejudicará a Fibria", ressaltou Aguiar.
A respeito
de novos aumentos de preços da celulose, o executivo afirmou
que a Fibria continua atenta ao atual cenário, mas lembrou
que a demanda de junho a agosto -verão no hemisfério
Norte- é tradicionalmente mais fraca.
Para Aguiar, os anos de 2011 e 2012 devem registrar um "aperto"
no fornecimento de celulose no mundo, por conta da redução
global do aumento de capacidades.
"Os
fundamentos (do mercado de celulose) continuam fortes e a demanda
cresce cerca de 1 milhão de toneladas por ano", destacou.
Fonte:Reuters/Brasil/Adaptado
por Celulose Online
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