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Inpa
conclui inversão em Uberaba
Ao todo, foram investidos R$ 75 milhões em unidade
fabril no Triângulo Mineiro.
MARA
BIANCHETTI.
18/05/2010 - A Indústria de Embalagens Santana S/A (Inpa),
especializada em chapas, papelão e papéis para embalagens,
vai inaugurar em junho nova fábrica no município de
Uberaba, no Triângulo Mineiro. Ao todo, foram investidos R$
75 milhões. O projeto inicial previa um aporte da ordem de
R$ 62,5 milhões.
DIVULGAÇÃO
A Inpa possui planta em Pirapetinga, na Zona da Mata mineira,
onde são produzidas embalagens de papel.
De
acordo com o diretor-superintendente da empresa, Eduardo Figueiredo
Lindenberg, os investimentos foram ampliados em virtude de uma reformulação
do projeto, que inicialmente previa a construção de
unidade fabril com capacidade instalada para produzir 48 mil toneladas
de papel por ano e 30 mil toneladas de papelão/ano. Com a
mudança do projeto, a nova planta terá capacidade
de produção de 102 mil toneladas anualmente.
Outro
motivo que influenciou o aumento dos custos da nova planta, segundo
Lindenberg, foi o longo período de execução
do projeto, que teve início em 2008, quando a economia estava
aquecida e não se ventilava a possibilidade de uma crise
financeira mundial. Para se ter uma ideia, a previsão inicial
era que a fábrica fosse inaugurada em março deste
ano. Porém, em função da queda na demanda por
embalagens nos seis primeiros meses do ano passado, o prazo acabou
sendo prorrogado.
Segundo
o diretor da Inpa, cerca de 20% dos aportes alocados na fábrica
foram feitos com recursos próprios da empresa. O restante
foi financiado via Banco de Econômico de Minas Gerais (BDMG).
O prazo para pagamento não foi divulgado, porém o
diretor-superintendente afirmou que o prazo esperado para o retorno
dos aportes é de quatro a cinco anos.
A Inpa
possui uma planta em Pirapetinga, na Zona da Mata mineira, onde
são produzidas embalagens de papel. De acordo com Lindenberg,
a fábrica está operando com 100% da capacidade instalada,
produzindo em média 120 mil toneladas de papel por ano e
96 mil toneladas de papelão ondulado.
Expansão
- Com o início das operações da nova fábrica,
haverá aumento de 47% da produção da Inpa.
No entanto, conforme o diretor, o objetivo é atingir a capacidade
produtiva da unidade ainda neste ano. "Como já estamos
operando no limite em Pirapetinga, há uma grande demanda
reprimida que será absorvida rapidamente pela fábrica
de Uberaba", disse.
De
acordo com Lindenberg, somente nos quatro primeiros meses, a Inpa
registrou 12% de aumento na produção em relação
ao mesmo período de 2009. Segundo ele, apesar do significativo
aumento, é preciso lembrar que naquela época o país
enfrentava o desaquecimento econômico provocado pela crise.
"A base é fraca, por isso precisamos manter os pés
no chão. Porém, com o aquecimento da demanda, tudo
indica que as encomendas continuarão em alta durante todo
o ano", afirmou.
Para
2010, o diretor aposta em um crescimento ainda mais expressivo.
Ele acredita que o setor deverá registrar uma elevação
de pelo menos 12% no faturamento em relação ao obtido
em 2009. "Para a Inpa estabelecemos uma meta de crescimento
superior (18%), já que daremos início às operações
da nova fábrica", destacou.
No
ranking dos estados que mais compram da Inpa, aparecem Minas Gerais,
Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Goiás,
respectivamente. De tudo o que é produzido pela empresa,
34% ficam em território mineiro. Além disso, o principal
setor atendido é o alimentício, respondendo por 70%
dos pedidos recebidos, e os principais clientes da empresa são
fabricantes de biscoitos, sucos, sorvetes e frigoríficos.
A Inpa,
que possui 49 anos de mercado, possui 970 funcionários somente
na planta de Parapetinga, que está instalada em uma área
total de 122 mil metros quadrados, sendo 75 mil metros quadrados
de área construída. Com o início das atividades
na nova unidade fabril, a estimativa é de que mais 260 postos
de trabalho sejam gerados. A nova fábrica contará
com 22 mil metros quadrados em uma área total de 215 mil
metros quadrados.
Em
relação aos principais entraves enfrentados pela empresa,
Lindenberg citou a escassez de mao de obra qualificada. "Para
amenizar esta questão, a empresa investe, constantemente,
em cursos de aperfeiçoamento para os funcionários.
Inclusive, contamos com uma unidade do Senai (Serviço Nacional
de Aprendizagem Industrial) dentro da fábrica", destacou.
Fonte:
Jornal Diário do Comércio
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