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CNI
projeta crescimento de 6% no PIB deste ano
As projeções da CNI reforçaram a aposta
no vigor da economia brasileira em 2010.
18/05/2010 - O Brasil deve viver, em 2010, um cenário de
investimentos e exportações em recuperação,
crescimento de 6% do Produto Interno Bruto (PIB) e estabilidade
no déficit público nominal e na dívida pública
líquida, afirmou ontem(17) a Confederação Nacional
da Indústria (CNI) em seu novo Informe Conjuntural. Em contraste
às projeções positivas, a CNI avalia que o
país terá expressiva pressão inflacionária,
elevação da taxa básica de juros, superávit
público primário abaixo da meta e um déficit
de US$ 50 bilhões em transações correntes.
As projeções da CNI reforçaram a aposta no
vigor da economia brasileira em 2010. "A indústria sofreu
muito em 2009 quando o PIB recuou 5,5%. Neste ano, mesmo crescendo
sobre uma base menor, teremos uma boa recuperação",
analisou o economista da CNI, Marcelo Souza Azevedo. A indústria
projeta elevação de 8% no PIB - em dezembro, apostava-se
em 7%. A CNI estima elevação de 12% na produção
industrial. "Estamos otimistas com o crescimento da demanda
e do consumo das famílias". Esse consumo, aliás,
deve crescer 6,2% no ano.
Os investimentos da indústria devem ter uma forte elevação
no período. A retração de 9,9% em 2009 deve
se transformar em um crescimento vigoroso de 18% neste ano. A estimativa
anterior apontava para expansão de 14%.
Embora sejam otimistas, as projeções da CNI embutem
alertas ao "expansionismo" fiscal provocado pelo aumento
dos gastos do governo e os "prejuízos" ao setor
industrial derivados da política monetária. As contas
do chamado setor público consolidado devem registrar superávit
primário de 2,5% do PIB. Isso porque o ritmo de expansão
das despesas do governo federal e dos governos regionais estão
"distantes" das metas para 2010, o superávit primário
deste ano está fixado em 3,3% do PIB. As despesas com juros
deverão somar 5,55% do PIB, avalia a CNI. "O que não
deve permitir uma melhora significativa dos resultados fiscais mais
amplos", assinalou o informe. O déficit nominal deve
cair de 3,3% do PIB em 2009 para 3,05% do PIB em 2010. A dívida
pública como proporção do PIB deve passar de
42,8% para 41,8% neste ano.
O informe da CNI também prevê a inflação
de 5,4%, índice acima dos 4,7% estimados na última
projeção e bem superior aos 4,3% registrados em 2009.
O IPCA deste ano deve ficar acima da meta central de inflação
de 4,5%, mas dentro do intervalo permitido. "Os preços
administrados não têm pressão, os industriais
estão controlado, mas alimentos e bebidas, que são
componentes pesados do IPCA, vão continuar a puxar para cima
a inflação", disse Azevedo. "São
commodities e não há muito como o governo intervir".
Pressionado pela inflação, a Selic, hoje em 9,5% ao
ano, deve sofrer um forte ajuste para 11% até o fim do o
ano, a última previsão da CNI indicava 8,75% ao ano.
Fonte: Valor Econômico/Adaptado por Celulose Online
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