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Copom
começa a definir nesta terça a nova taxa de juro
Mercado aposta em elevação da
taxa Selic, estável desde julho de 2009.
Pressões inflacionárias devem contribuir para decisão.
27/04/2010 - O consenso do mercado é que o BC dará
início a um ciclo de aperto monetário, com elevação
gradual da taxa. No boletim Focus desta semana, divulgado na segunda-feira
pelo BC, os analistas apostavam em alta para 9,25% ao ano esta semana,
chegando ao final do ano em 11,75%.
A aposta na elevação dos juros foi reforçada
por declarações do presidente do BC, Henrique Meirelles,
que disse que agirá fortemente para conter a inflação
e garantir que a economia não sofra um superaquecimento.
Ele
minimizou as preocupações expressadas por alguns analistas
de que o banco deveria ter elevado a taxa de juro em março.
Este aumento é esperado para esta semana.
"O
Banco Central vai adotar medidas fortes para garantir que a inflação
atinja a meta no horizonte relevante", afirmou ele.
A taxa
Selic está inalterada em 8,75% ao ano desde julho do ano
passado, quando sofreu seu último corte. O BC elevou a Selic
pela última vez em setembro de 2008, quando a mesma passou
de 13% para 13,75%.
Com
as perspectivas para a inflação passando do centro
da meta, no entanto, o mercado espera uma elevação
no custo do dinheiro para conter a escalada de preços. O
BC trabalha com uma meta de inflação de 4,5% ao ano,
com intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para
cima ou para baixo. Deste modo, pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem
que a meta seja formalmente descumprida.
Os analistas, no entanto, já prevêem que o Índice
de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), acumule alta de 5,41%
este ano, superando o centro da meta. No relatório de inflação
divulgado no final de março, o BC já admitiu que a
inflação pode encerrar o ano em 5,2%, portanto acima
do centro da meta.
"A
taxa de juros é um instrumento clássico, eficaz e
rápido para o controle de pressões inflacionárias
como as que estamos observando. Aliás, essa medida, a rigor,
já deveria ter sido tomada anteriormente, quando a pressão
inflacionária já demonstrava consistência. Acredito
que na próxima reunião o Copom, seja estipulada uma
alta de 0,5% da Selic", diz, em nota, o professor da FGV-EAESP
Evaldo Alves.
Na
ata da última reunião do Copom, em março, a
autoridade monetária já apontava que a Selic deveria
ser elevada este mês. O documento apontou que houve consenso
entre os membros da diretoria do BC sobre a necessidade de ajustar
(para cima) a taxa básica de juros da economia. Com isso,
o Copom praticamente confirmou aquilo que o mercado financeiro inteiro
já apostava: no início do processo de subida dos juros
a partir de abril.
Fonte:
site Globo.com
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