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Seccar
diminui ociosidade da planta
Indústria de material descartável
prevê atingir 100% da capacidade instalada até o final
do ano.
WALLYSSON
RANGEL.
16/04/2010
- Presente no mercado mineiro há mais de uma década,
a fabricante de papéis descartáveis Seccar Indústria
e Comércio Ltda, com unidade fabril no bairro Guarani, região
Norte de Belo Horizonte, pretende, neste ano, atingir 100% da capacidade
instalada de 180 mil unidades/mês. Hoje, a indústria
opera com 35% de ociosidade. A Seccar produz papel toalha, lençol
hospitalar descartável, papel higiênico e papel toalha
em bobina.
ALISSON J. SILVA

Em 2010, a Seccar pretende iniciar a
construção da sede, hoje alugada
De
acordo com o diretor da Seccar, Carlos Alberto Gonçalves
Bastos, a meta para este exercício é crescer, pelo
menos, 10% sobre o faturamento de 2009. "Para atender a demanda
crescente do mercado, o quadro de funcionários terá
incremento de 30%. A empresa gera, hoje, 30 empregos diretos",
disse.
Conforme
acrescentou, recentemente foram investidos R$ 250 mil na revitalização
e aquisição de maquinário. A capacidade de
produção da Seccar passou de 120 mil unidades/mês
para 180 mil unidades/mês. Outros R$ 650 mil foram destinados
à readequação do layout dos produtos, políticas
de marketing e substituição de matéria-prima.
"Estas
inversões foram importantes para a Seccar conseguir, mesmo
em período de turbulência financeira, atingir crescimento
entre 6% e 8% em 2009 ante 2008. Tínhamos perspectivas melhores,
no entanto, o resultado alcançado foi muito satisfatório
em virtude do cenário econômico instável",
observou o diretor da empresa.
Sede
própria - Tamanho é o otimismo que, em 2010, a
Seccar pretende iniciar a construção da sede, hoje
alugada. "Já temos o projeto, no entanto, ainda não
é possível saber quanto será aportado".
Ele acrescentou, ainda, que todos os projetos irão depender
de como os negócios irão reagir ao longo do ano.
Na
avaliação de Bastos, só será possível
avaliar como está o mercado após uma feira que a Seccar
irá participar, neste mês. "Teremos a oportunidade
de conversar com os concorrentes e clientes (distribuidores)",
ressaltou.
O
executivo salientou, ainda, que as distribuidoras tiveram dificuldades
no primeiro trimestre deste ano. Segundo ele, alguns empresários
estão desanimados e reclamam de inadimplência e de
queda das vendas. "Nos três primeiros meses do ano, mantivemos
os negócios estáveis na comparação com
o mesmo período de 2009."
Conforme
disse ele, a concorrência predatória do mercado é
o principal fator que dificulta as negociações com
os clientes. "Os concorrentes vendem produtos mais baratos,
no entanto, fora dos padrões de qualidade", disse.
Na
linha de produção, a Seccar utiliza papel reciclado
natural, branco puro e branco reciclado de fibra celulósica.
Também são realizadas pesquisas periódicas
com os clientes de forma a priorizar a qualidade do produto final.
"Nosso foco é manter o padrão de qualidade",
garantiu.
A
Seccar opera em uma planta alugada de 2 mil metros quadrados e atua
em todo o Estado. "Está nos planos expandir os negócios
para o interior de São Paulo e Espírito Santo".
O principal item comercializado pela empresa (80%) é o papel
toalha - carro-chefe da empresa.
"Ampliamos
o mix a partir de 2008 e, também, a produção,
que saltou 20%. Como os novos produtos estão em fase de maturação
no mercado, o papel toalha ainda é destaque de vendas, mas
a tendência é que nos próximos anos o lençol
hospitalar, papel higiênico e papel toalha em bobina tenham
maior participação nas vendas totais", informou.
Fonte:
Diário do Comércio
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