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Fiemg
manterá linha de ação
Eleição
de Olavo Machado Júnior não deve mudar a forma de
atuação da entidade.
15/04/2010 - Apesar da saída de Robson Braga de Andrade
da presidência da Federação das Indústrias
do Estado de Minas Gerais (Fiemg), para assumir o comando da Confederação
Nacional da Indústria (CNI), a gestão da entidade
mineira não deverá passar por mudanças radicais.
O futuro presidente Olavo Machado Júnior adiantou que pretende
seguir a mesma linha política e de ação de
seu antecessor. "Se eu tiver a competência de continuar
o que o Robson começou, acredito que a indústria mineira
vai estar bem. Não tenho pretensão de fazer grandes
alterações", afirmou ontem Machado Júnior,
que hoje dirige o Centro Industrial e Empresarial de Minas Gerais
(Ciemg).
ALISSON J. SILVA

Olavo Machado prevê
continuidade na Fiemg
O
empresário concorre ao cargo de presidente da Fiemg em chapa
única. A eleição acontece nesta sexta-feira.
"Pretendo continuar valorizando as empresas mineiras, trazendo
negócios para Minas Gerais. Temos que priorizar nosso Estado,
fazer com que a mineiridade esteja sempre presente. Esse é
um dos papéis de uma entidade de classe", disse.
Segundo
ele, depois de um ano marcado pela crise, a indústria mineira
está no caminho da recuperação, o que é
confirmado por diversos indicadores econômicos. Machado Júnior
também destacou a importância das micro, pequenas e
médias indústrias na economia de Minas Gerais. "Se
uma grande empresa está bem, isto não quer dizer que
a pequena está na mesma direção. Não
podemos nos pautar apenas pela média dos indicadores, não
podemos nos esquecer dos pequenos e das suas especificidades",
ressaltou.
Para
o dirigente, um dos desafios do parque industrial mineiro é
o baixo valor agregado de boa parte dos produtos fabricados no Estado.
"Nós agregamos pouco valor aos nossos produtos. Nós
somos grandes fornecedores de commodities. fato que nós
poderíamos ter sofrido menos com a crise se houvesse mais
diversificação", afirmou.
Machado
Júnior também ressaltou a importância da mão
de obra especializada como diferencial competitivo. "A qualificação
é essencial, não se faz indústria sem o trabalhador
qualificado. E o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial
(Senai) do Estado tem tido um papel fundamental neste aspecto",
disse.
De
acordo com ele, as constantes reivindicações feitas
pelas entidades que representam a indústria, como as reformas
tributária e trabalhista, são importantes, porém
a essencial é a política. " a reforma política,
que discutida e aprovada, que nos dará um novo rumo. Sem
ela, não é possível fazer as demais",
observou.
ALISSON
J. SILVA

Machado Júnior destacou o
valor das micro, pequenas
e médias indústrias
Minas Sustentável - As declarações foram
feitas em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte
(RMBH), durante o lançamento do "Minas Sustentável".
O programa tem como um de seus objetivos neutralizar as emissões
de carbono, ajudar na conservação de energia, na reutilização
de água, na reciclagem de lixo e no estímulo ao debate
sobre novas formas de produção com menos impacto sobre
a natureza. "Os ecologistas já nos alertam para várias
questões há mais de 20 anos. O meio ambiente também
é coisa de empresário. Falar em responsabilidade socioambiental
é falar da sobrevivência também dos nossos negócios",
disse.
Inclusão
social e desenvolvimento de comunidades do entorno das indústrias
também são parte da iniciativa, segundo o dirigente.
"Você não faz ações de sustentabilidade
deixando de lado o homem", frisou.
De
acordo com ele, a ideia do programa é dar uma certificação
aos empresários, ter um selo próprio de sustentabilidade,
que mostre a preocupação do empreendedor com o meio
ambiente e com as questões sociais.
Também
será incentivada a inclusão de indústrias dentro
dos padrões da ISO 14000, norma de excelência internacional
em sustentabilidade. Haverá um prêmio para estimular
aqueles que adotarem as melhores práticas de proteção
ao meio ambiente.
Segundo
a gerente de Ação Social do Serviço Social
da Indústria (Sesi), Luciene Araújo, na próxima
segunda-feira técnicos vão iniciar os trabalhos em
Contagem, escolhida para o projeto-piloto. "O objetivo é
fazer um diagnóstico completo com cerca de 1,2 mil indústrias
da cidade", disse.
O
levantamento dará origem a um relatório, dividido
por tamanho e setor das indústrias, com os problemas e as
ações que podem ser implementadas para resolvê-los.
"O documento servirá como base para o projeto em outras
cidades do Estado", ressaltou.
De
acordo com ela, ainda não dá para falar em valores
que devem ser gastos com o projeto, que conta com as entidades do
Sistema Fiemg e diversas empresas parceiras. O Minas Sustentável,
que será lançado oficialmente hoje, é direcionado
para as micro, pequenas e médias indústrias.
Fonte: Diário do Comércio
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