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Mudanças
do Código Florestal podem demorar
Aldo
Rabelo, disse não saber quando apresentará o relatório
a ser apreciado
14/04/2010 - O deputado Aldo Rabelo(PCdoB-SP),relator da
comissão especial criada pela Câmara dos Deputados
para analisar 11 propostas de modificação do Código
Florestal (Lei 4771/65) e da Lei de Crimes Ambientais (9.605/98),
disse não saber quando apresentará o relatório
a ser apreciado pelos outros integrantes da comissão.
"Estamos fazendo um esforço para que o relatório
seja entregue dentro da maior brevidade possível. Se puder,
o entregarei até o final deste mês. Só que,
em função de todo o material acumulado, as dificuldades
são grandes", afirmou o deputado durante audiência
realizada ontem (13), em Brasília.
De acordo com Rebelo, além de ainda não ter concluído
a transcrição dos depoimentos colhidos durante as
64 audiências públicas realizadas pela comissão,
a consultoria legislativa ainda tem que examiná-los e resumir
os principais pontos que lhe serão apresentados. Só
então, com base nestas informações, o deputado
poderá redigir seu texto.
A comissão temporária foi criada para analisar e dar
um parecer sobre os 11 projetos que, de outra forma, teriam que
ser submetidos a três diferentes comissões temáticas.
Se forem aprovados pela comissão especial, as propostas seguirão
ou para o Plenário da Câmara, ou para o Senado, ou
diretamente para a sanção presidencial, conforme tramitação
ainda a ser definida.
As divergências entre os setores ruralista e ambientalista
voltaram a dar a tônica desta tarde. Enquanto o presidente
da Associação Brasileira de Produtores de Florestas
Plantadas (Abraf), Fernando Henrique da Fonseca, defendeu a flexibilização
do percentual de reservas legais e a desburocratização
das exigências legais, o presidente da organização
não governamental SOS Mata Atlântica, Roberto Luis
Leme Klabin, defendeu a manutenção da atual legislação
ambiental e a suspensão da votação dos projetos
até o término das próximas eleições.
Ele reconheceu, entretanto, a necessidade de a legislação
ambiental ser atualizada, respeitando-se as características
de cada diferente bioma.
"As leis ambientais são muito restritivas e desatualizadas",
afirmou Fonseca. "De nossa parte, achamos importante a mudança
de ao menos dois pontos. Queremos o reconhecimento e a permanência
das áreas de florestas plantadas e já consolidadas
em topo de morros e a inclusão de áreas de preservação
permanente no cômputo das áreas de reserva legal",
defendeu Fonseca.
"Não façamos nenhuma modificação
na legislação neste momento, às vésperas
de uma eleição, pois o momento não é
bom para discutirmos um assunto como este", disse Klabin.
Fonte: Agência Brasil/Adaptado por Celulose Online
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