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Indústria
mineira contrata mais em fevereiro
No
acumulado do primeiro bimestre houve elevação de 14,39%
em relação ao mesmo período de 2009.
SAULO
BARBOSA.
13/04/2010
- O cenário de maior estabilidade econômica observado
no início deste ano trouxe novo fôlego para o setor
industrial de Minas Gerais. Prova disso é que o faturamento
real da indústria mineira cresceu 8,94% em fevereiro de 2010
em relação a fevereiro de 2009. Na análise
mensal, retirando os efeitos sazonais, o indicador caiu 4,51% em
fevereiro na comparação com janeiro deste ano. Os
números fazem parte do Relatório da Pesquisa Indicadores
Industriais divulgado ontem pela Federação das Indústrias
do Estado de Minas Gerais (Fiemg).
No
acumulado do primeiro bimestre de 2010 houve elevação
de 14,39% em relação ao mesmo período do ano
passado. As maiores altas no faturamento real foram observadas nos
setores de máquinas e equipamentos (66,91%), artigos do vestuário
e acessórios (33,15%) e celulose, papel e produtos de papel
(32,85%). Os setores de metalurgia básica e veículos
automotores, reboques e carrocerias também registraram importante
aumento, de 28,75% e 13,97%, respectivamente.
As
horas trabalhadas na produção, no acumulado de janeiro
a fevereiro de 2010 ante igual período de 2009 apresentou
elevação de 8,66%. Os maiores acréscimos foram
nos setores de produtos de metal (48,34%), de couro e calçados
(31,04%) e de veículos automotores, reboques e carrocerias
(15,20%). O resultado é influenciado pela volta ao trabalho,
em janeiro, de funcionários que estavam em férias
e pelo aumento de pessoal, estimulado pelas perspectivas de crescimento
de demanda no mercado interno. Já as maiores quedas ocorreram
em máquinas, aparelhos e materiais elétricos (8,64%)
e celulose, papel e produtos de papel (7,38%).
Em
relação a fevereiro de 2009 a indústria mineira
registrou no segundo mês deste ano crescimento de 9,48% na
geração de empregos. Os setores que mostraram maior
crescimento foram produtos de metal (81,80%), veículos automotores,
reboques e carrocerias (12,18%) e artigos de vestuário e
acessórios (11,70%). Já o setor de coque, refino de
petróleo e álcool apresentou o maior recuo na geração
de empregos (26,34%).
A massa
salarial real da indústria mineira também cresceu
no acumulado até fevereiro de 2010 ante igual período
do ano anterior. A expansão foi de 9,94%. O setor de produtos
de metal apresentou o maior acréscimo (82,57%). Já
a maior variação negativa ocorreu em máquinas
e equipamentos (41,79%).
Capacidade
Entre janeiro e fevereiro de 2010 o uso da capacidade instalada
da indústria mineira cresceu 4,27 pontos percentuais frente
igual período do ano anterior, passando de 77,66% para 82,02%.
Para
o presidente do Conselho de Políticas Econômicas e
Industriais da Fiemg, Lincoln Gonçalves, os indicadores refletem
a retomada gradual da indústria mineira. "O início
de 2009 é uma base de comparação fraca. Neste
momento a curva de crescimento está consolidada. Os resultados
apurados confirmam as expectativas positivas de recuperação
da atividade industrial ao longo deste ano", avaliou.
A entidade
também divulgou ontem a Sondagem Industrial que mostra o
desempenho da indústria mineira em fevereiro deste ano. De
acordo com a pesquisa, o patamar de produção do mês
ficou abaixo de 50 pontos, marcando 48,3 pontos. O nível
médio de operação da capacidade instalada durante
o mês foi de 47,2 pontos. Conforme o responsável técnico
pela pesquisa, Guilherme Velloso Leão, o resultado não
surpreendeu. "Esse desaquecimento já era esperado. Tradicionalmente
o segundo mês do ano apresenta uma desaceleração
na produção e nas vendas em função do
menor número de dias úteis e dos feriados", explicou.
Apesar
da queda verificada nos indicadores de desempenho, o otimismo da
indústria para os próximos meses continua elevado.
A perspectiva de demanda do empresário mineiro referente
a março marcou 66,5 pontos. "Isso mostra que os investidores
percebem e vão se programar para o aumento do consumo interno",
disse Leão.
O índice
de confiança do empresário em março deste ano,
medido pela Fiemg, confirma essa análise. O indicador atingiu
68,4 pontos no mês, mostrando redução de 0,4
ponto percentual na comparação com fevereiro (68,8
pontos).
Fonte:
Diário do Comércio
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