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BC
trabalha para atingir meta de inflação, mas acha 'normal'
estar acima, diz diretor
Para 2010 e 2011, meta central de inflação
é de 4,5%.
BC previu, porém, IPCA de 5,2% para este ano.
Alexandro
Martello
Do G1, em Brasília
06/04/2010
- O novo diretor de Política Econômica do Banco Central,
Carlos Hamilton, disse nesta quarta-feira (31) que a autoridade
monetária trabalha, por meio das decisões tomadas
sobre a taxa básica de juros da economia brasileira, para
que a inflação atinja a meta central de inflação.
Para 2010 e 2011, essa meta central de inflação é
de 4,5%. Entretanto, há um intervalo de tolerância
de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Com isso, o
IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente
descumprida. Para 2010, porém, o BC previu, nesta quarta-feira,
um IPCA de 5,2%, acima, portanto, da meta central estabelecida.
"Não há porque se discutir. O Banco Central vai
continuar fazendo o que for necessário para manter a inflação
na meta. Nós trabalhamos, sempre, para que a inflação
fique na meta. Entretanto, às vezes está abaixo e
às vezes acima. Se está abaixo, consideramos normal,
se está acima, também", afirmou Hamilton a jornalistas
nesta quarta-feira.
Apesar da subida das projeções de inflação,
a autoridade monetária optou por não elevar os juros,
e, assim, mantê-los estáveis em 8,75% ao ano na reunião
do Copom deste mês. Na ata do Copom, divulgada uma semana
após a reunião que manteve os juros estáveis,
o BC informou que já houve consenso entre os membros da diretoria
da instituição sobre a necessidade de ajustar (para
cima) a taxa básica de juros da economia.
Entretanto,
acrescentou, ainda na ata, que a maioria dos membros do Copom, devido
ao fato de que já está em curso o processo de "retirada
dos estímulos" introduzidos durante a crise, entendeu
ser mais "prudente" aguardar a evolução
do cenário macroeconômico até a próxima
reunião do Comitê, em abril, para então dar
início ao ajuste da taxa básica.
"A reunião [do Copom de março] foi regular. O
Comitê avaliou na oportunidade o cenário macroeconômico
e tomou uma decisão que julgava mais acertada", disse
Carlos Hamilton. "Em abril, o comitê vai se reunir novamente
e avaliar o cenário macroeconômico e tomar, novamente,
a decisão mais adequada para lidar com a inflação.
Gostaria de enfatizar que as decisões são tomadas
sempre com o foco de manter a inflação na meta".
Os economistas do mercado financeiro acreditam que o Copom começará
a subir os juros a partir do próximo encontro do Copom, em
abril, quando a taxa deverá avançar, ainda segundo
o mercado financeiro, para 9,25% ao ano. Até o fim de 2010,
a expectativa dos analistas é de que os juros básicos
da economia avancem para 11,25% ao ano.
Fonte:
Site Globo.com
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