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Empresários
apostam no crescimento do setor madeireiro para 2010
Empresários acreditam que madeira pode
se expandir no Paraná
05/04/2010
- Os números mostram que os empregos nos setores madeireiro
e de papel e celulose, aos poucos, estão se recuperando da
recessão. Por outro lado, ressalta o economista da Federação
das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Roberto
Zurcher, ainda há uma diferença na comercialização
dos produtos. As madeireiras vêm passando por uma crise já
há alguns anos e em 2009 as vendas caíram 11%, conforme
levantamento feito pela Fiep. Por outro lado, o setor de papel e
celulose cresceu 5% no ano passado.
"Sentimos que o setor madeireiro continua em dificuldade porque
as empresas mobiliárias norte-americanas, que compravam quase
metade da produção do Estado, ainda não se
recuperaram da crise. Então ainda há um impacto negativo",
analisa Zurcher.
As dificuldades também são reflexo das exportações,
já que a crise fez os países reduzirem as compras.
Enquanto o setor madeireiro exporta um quarto da produção,
o setor papeleiro exporta apenas, de acordo com o economista, 16%.
Por isso, as fabricantes de papéis são menos vulneráveis
ao mercado externo.
Ou
seja, tanto a Norske quanto a Klabin têm esperança
de ver o setor avançar ainda mais. "Acredito que existe
possibilidade de expandir porque a matéria-prima está
aqui, o que significa que a região tem potencial de crescimento.
Mas é claro que isso depende de incentivo do governo para
atrair novas empresas", afirma o gerente de Recursos Humanos
e Performance da Norske, Gesiel Batista.
Ele conta que em fevereiro o espaço publicitário nos
jornais cresceu 8%. "A recuperação da demanda
é evidente. A nossa dificuldade ainda está na concorrência,
já que representamos 30% da capacidade do país e o
preço está baixo, apesar da demanda".
No município de Telêmaco o avanço é visível
no Distrito Industrial, segundo o gerente de Comercialização
e Fomento Florestal da Klabin, Valmir Calori. "O Distrito Industrial
vem numa crescente de instalação de empresas. Desde
1993 temos uma parceria com o município para fornecer madeira.
Hoje 45 empresas consomem as toras fornecidas pela Klabin",
explica. De acordo com Calori, 80% dos produtos fabricados por essas
empresas são exportados. "É um volume importante",
frisa.
"Embora estejamos bem localizados, não vemos perspectivas
de crescimento, por enquanto", diz o presidente da Associação
dos Madeireiros de Jaguariaíva, Marcos Stinglin. Isso porque,
segundo ele, é preciso um incentivo mais forte por parte
do poder público já que a crise afetou o setor. Ele
lembra que o maior mercado consumidor é São Paulo
e, por conta disso, Jaguariaíva está num local estratégico
e o crescimento do setor poderia ser estimulado. "Nossa expectativa
é melhorar, o problema é que os contratos novos ainda
não surgiram", acrescenta o vice-presidente do Sindicato
dos Madeireiros de Telêmaco (Sindimatel), Zaldir Dallagnol.
Fonte: JM News/Adapatado por Celulose Online
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