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Suzano pode ter complexo em Minas
Investimento estimado de R$ 3,5 bi.
BRUNO PORTO.
20/03/2010 - A Suzano Papel e Celulose poderá fechar nesta
semana com o governo de Minas Gerais a instalação
de um complexo agroindustrial em Governador Valadares, no Vale do
Rio Doce. A informação é do secretário
de Estado de Desenvolvimento Econômico, Sérgio Barroso.
"Neste momento a Suzano está à frente nas negociações
e temos uma reunião marcada para a próxima semana
em São Paulo", disse o secretário na última
semana. Além da empresa, o governo negocia com a Votorantim
Celulose e Papel e Aracruz Celulose. Os investimentos podem somar
R$ 3,5 bilhões na instalação de uma linha de
produção.
ERIC GONÇALVES

Governador Valadares está cotado para receber
nova planta da Suzano.
A Suzano
já informou que pretende construir mais três fábricas
no Brasil, sendo que duas já têm local definido - uma
no Maranhão e outra no Piauí, com início da
produção previsto para ocorrer entre 2013 e 2014,
com aportes de US$ 1,8 bilhão.
Em
Minas Gerais a empresa já possui unidade. Em dezembro a Suzano
fechou a alienação de cerca de 50 mil hectares de
terras no Norte do Estado, sendo que em 13 mil hectares já
há o cultivo de eucalipto. A negociação foi
realizada com dois fundos estrangeiros, no valor de R$ 311 milhões.
A venda dos ativos pode ser uma estratégia para a empresa
se capitalizar e tirar do papel o plano de construção
das novas unidades.
Em
2008, pouco antes da eclosão da crise financeira mundial,
a Aracruz anunciou que faria um investimento no valor de R$ 5 bilhões
em Governador Valadares. No entanto, com a turbulência econômica,
o negócio acabou sendo postergado por tempo indeterminado
e a Aracruz continuou a apresentar problemas financeiros, por conta
de operações com derivativos.
No
início de 2009, a Votorantim Celulose adquiriu 28,93% do
capital votante da Aracruz por cerca de R$ 2,7 bilhões, pouco
depois de o Banco Votorantim ter sido vendido para o Banco do Brasil
por R$ 4,2 bilhões.
Fibria - A fusão resultou na formação da Fibria,
uma das empresas líderes na produção mundial
de celulose no mercado, com vendas estimadas em cerca de 4,5 milhões
de toneladas de celulose anuais, além da comercialização
de cerca de 400 mil toneladas de papel por ano. Com operações
baseadas no Brasil, uma das localidades onde a produção
de celulose tem o menor custo do mundo, esta empresa deverá
desfrutar tanto de economias de escala como de uma estrutura de
custos sem concorrentes no mercado.
Combinadas,
as fábricas contam com projetos que aumentam a capacidade
conjunta de produção de celulose em mais de 7,5 mil
toneladas por ano até o final de 2015.
No
acumulado de 2009, a Fibria teve lucro de R$ 558 milhões,
revertendo o prejuízo de R$ 1,31 bilhão em 2008, ano
em que a Aracruz registrou fortes perdas devido à crise financeira.
Somente no quarto trimestre do ano passado, a Fibria vendeu mais
celulose do que produziu. A produção totalizou 1,395
milhão de toneladas, com expansão de 36% ante o mesmo
período do ano anterior (por conta do início da produção
na unidade do Mato Grosso do Sul, no início do ano) e queda
de 2% em relação ao terceiro trimestre.
No
exercício, a alta foi de 19%, de 4,37 milhões de toneladas
de celulose no ano anterior a produção passou para
5,188 milhões de toneladas em 2009. (colaborou Mara Bianchetti).
Fonte: Diário do Comércio
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