Vendas de papéis chega a 1,503 milhão de toneladas

O bimestre apresentou crescimento superior a 10% sobre 2009

19/03/2010 - Diante do desempenho dos negócios em fevereiro, a indústria nacional de papéis encerrou o bimestre com crescimento superior a 10% sobre o mesmo período de 2009. Os dados são da Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa).

O consumo aparente de papéis cresceu 17,2% na comparação entre fevereiro de 2010 e fevereiro de 2009, para 743 mil toneladas. O resultado, por outro lado, representa queda de 2,2% sobre janeiro. No acumulado do bimestre, a alta foi de 12,7%, para 1,503 milhão de toneladas.

Já as vendas domésticas cresceram 12,7% na comparação entre os meses de fevereiro para 400 mil toneladas. O forte desempenho em fevereiro, mês tradicionalmente mais fraco devido ao menos número de dias úteis, permitiu ao setor até mesmo ampliar as vendas sobre janeiro, em 0,3%. No acumulado bimestral, o índice de vendas cresceu 10,1%, para 799 mil toneladas. O aumento da demanda interna também ocasionou forte expansão das importações em fevereiro. O volume importado de 111 mil toneladas é 117,6% superior ao total comprado no mesmo mês do ano passado. As compras no bimestre somaram 227 mil toneladas, alta de 49,3% sobre o período entre janeiro e fevereiro de 2009.

Para atender ao aumento da demandas interna, a produção brasileira de papéis no bimestre cresceu 10,8%, para 1,615 milhão de toneladas. O aumento de produção superior à expansão de vendas domésticas é explicado pela expansão dos negócios no exterior. As vendas externas brasileiras entre janeiro e fevereiro totalizaram 339 mil toneladas, alta de 23,3% sobre o mesmo intervalo de 2009. Os negócios em fevereiro somaram 161 mil toneladas, expansão de 29,8% sobre fevereiro do ano passado.

A receita com exportações somou US$ 300 milhões (preço FOB) no bimestre, alta de 24% sobre o mesmo intervalo de 2009. O resultado foi puxado principalmente pelo crescimento de 48,9% nas vendas para a Europa, para US$ 67 milhões. O mercado latino-americano, principal destino do papel nacional, ampliou as compras em 6,5% no bimestre, para US$ 148 milhões.

Fonte: Agência Estado/Adaptado por Celulose Online