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Setor
florestal deve crescer em 2010
Uma
sequência de fatos sinaliza para uma rápida recuperação
14/03/2010 - Uma sequência de fatos sinaliza para uma rápida
recuperação do setor florestal, que abrange desde
o plantio de árvores até a fabricação
de papel, passando pela indústria de móveis, etc.
Este ramo foi, na sua ponta industrial, um dos mais atingidos pela
quebra financeira internacional, que derrubou o consumo e os preços,
inviabilizando muitos novos projetos que se embalavam na euforia
pré-crise No Brasil houve consequências mais graves,
decorrentes de aplicações de risco. A crise dos derivativos
levou de roldão a maior empresa brasileira - a Aracruz -
e deixou avariada a outra gigante nacional a VCP, do grupo Votorantim.
No Rio Grande do Sul, onde três projetos constavam desde 2004
na lista dos maiores investimentos projetados para o Estado, foi
um susto.
A Aracruz suspendeu a expansão da fábrica em Guaiba,
onde pretendia quadruplicar a produção de celulose.
A VCP também colocou em fogo brando seu projeto na zona Sul
e a Stora Enso, premida por problemas adicionais decorrentes das
zonas de fronteira, migrou seus planos para o Uruguai.
De repente,um bolo de 4,5 bilhões de dólares se esfarelou.
Além dos investimentos em terras, em plantios, em fomento,
que foram suspensos, a nova situação semeou a insegurança
entre milhares de proprietários que haviam aderido à
silvicultura e esperavam bons lucros com a venda garantida de suas
florestas para as fábricas de celulose.
O novo quadro começou a se definir na segunda metade do ano
passado quando a VCP absorveu os ativos da Aracruz, criando a Fibria
e logo em seguida, em dezembro, decidiu vender a fábrica
de Guaiba para o grupo chileno CPMC. O preço que os chilenos
pagaram (R$ 1,4 bilhões) já indica o interesse no
projeto de expansão. Mas, por contrato, a CMPC só
pretende ampliar a produção depois de 2015, mas isso
pode mudar se o mercado esquentar.
Agora, surgem sinais de que isso já está ocorrendo.
O principal deles é o preço da celulose no mercado
internacional, que está superando os 800 dólares a
tonelada, acima dos níveis que estava antes da crise. "Quem
plantou ou está plantando, não vai perder, vai ganhar",
prevê o agrônomo Floriano Isolan, silvicultor e consultor
de projetos nessa área.
Fonte: Jornal Já/Adaptado por Celulose Online
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