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Deputado
Aldo Rabelo discute mudanças do Código Florestal
Em
conversa em chat deputado diz que a legislação nacional
não tem dado conta de administrar os conflitos
Da Redação
11/03/2010 - O deputado do PC do B de São Paulo, Aldo Rebelo,
relator da Comissão Especial da Câmara dos Deputados,
está analisando 11 propostas que pretendem mudar o Código
Florestal (Lei 4.771/65) e a Lei de Crimes Ambientais (Lei 9605/98).
Os ambientalistas são contrários às mudanças
e os representantes do agronegócio são favoráveis
às alterações, o que tem causado polêmicas.
Em bate papo realizado nesta quarta-feira (10) em chat do site da
Câmara, Aldo Rebelo discutiu o assunto com internautas.
"O que acontece é que a legislação nacional
não tem dado conta de administrar os conflitos", disse
o deputado a respeito da proposta do deputado Valdir Colatto (PMDB
- SC), que institui o Código Ambiental Brasileiro, mais amplo
e que revoga o Código Florestal.
O projeto estabelece diretrizes sobre a Política Nacional
do Meio Ambiente. Os estados devem legislar sobre suas peculiaridades,
sendo assim é da responsabilidade de cada estado identificar
as áreas prioritárias para conservação
e preservação, visando à sustentabilidade -
um dos pontos mais polêmicos da proposta do Novo Código
Florestal.
A nova proposta de reforma do Código também discute
questões como permissão para desmatamento a corte
raso de florestas nativas em casos de interesse social e utilidade
pública; garantia de consolidação das atividades
agropecuárias existentes em áreas desmatadas até
julho de 2006 e repasse aos estados da competência de definir
as distâncias, limites e regime de uso de áreas de
proteção permanente (APP).
O assunto mais discutido no chat foi a respeito da Reserva Legal
e da APP (Área de Preservação Permanente).
A Reserva Legal foi uma forma criada para proteger as florestas
e delas poder extrair a madeira para a indústria naval, a
construção civil e para o fornecimento de lenha como
energia.
Segundo Aldo Rebelo, esta tradição foi mantida pelo
direito brasileiro e não deve ser abandonada agora, mas deve
ser adaptada à realidade do Brasil de hoje, combinando a
proteção ambiental com a produção agrícola,
a pecuária, a necessidade de infra-estrutura e desenvolvimento
do País.
O que a lei atual define é uma reserva legal de 80% na Amazônia,
35% no Cerrado e 20% na Mata Atlântica. Quando nos estados
das regiões sul e sudeste, a taxa é muito superior
àquela prevista na lei.
Na opinião do advogado da área ambiental do escritório
Brasil Salomão e Matthes Advocacia, Evandro Grili, não
se pode retroagir uma lei que nasceu hoje para atingir fatos consolidados.
O ambiente deve ser preservado, mas a vocação agrícola
não deve ser esquecida. "O código deveria facilitar
a criação de áreas fora das reservas, assim
aumentariam as áreas replantadas, se preservariam as áreas
já agricultadas e ainda surgiriam oportunidades de emprego",
afirma
De acordo com o deputado há pesquisadores que defendem que
essa Reserva Legal não deveria ser por propriedade, mas sim
por bioma ou microbacia. Já as APPs deveriam levar em conta
outros critérios que não apenas a largura dos rios,
como a natureza do terreno e sua declividade e a qualidade do solo.
Tudo isso ainda é objeto de investigação e
estudo por parte da comissão especial e de pesquisadores
que estão ajudando a comissão.
"Tudo deve ser tratado com serenidade, realismo, respeito e
prudência e em defesa dos interesses do Brasil", afirmou
o deputado. Aldo Rebelo deve ainda realizar coleta pública
de depoimentos em todo o país e entregar o seu relatório
até o fim do mês de abril.
Fonte: Celulose Online
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