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IPCA-BH
recuou de 1,94% para 0,61% em fevereiro
Dentre os 11 itens que compõem o índice,
destaque para a elevação de 3,83% nos preços
dos alimentos in natura.
LUIZ CIRIBELLI.
04/03/2010
- O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que
mede a evolução dos gastos das famílias com
renda de um a 40 salários mínimos, apresentou variação
positiva de 0,61% em fevereiro em Belo Horizonte, ante 1,94% registrado
em janeiro, segundo pesquisa realizada pela Fundação
Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis
de Minas Gerais (Fundação Ipead/UFMG). No acumulado
do ano, a elevação ficou em 2,56% e em 12 meses, 5,20%.
Dentre
os 11 itens agregados que compõem o IPCA, destacam-se as
altas de 3,83% para o item alimentares in natura, de 1,45% para
alimentares elaboração primária e de 1,24%
para alimentares industrializados. O coordenador de Pesquisa e Desenvolvimento
da Fundação Ipead, Wanderley Ramalho, observou que
em fevereiro o IPCA foi pressionado especialmente pelo itens alimentares,
diferentemente do ocorrido em janeiro, quando a alta da inflação
foi devida principalmente ao aumento do salário mínimo,
Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e gastos com escola.
Outros
itens que compõem o IPCA também apresentaram elevação
tendo como referência a mesma base comparativa. Na categoria
"alimentação" todos os itens apresentaram
alta, conforme a pesquisa. Constatou-se aumento também nos
itens alimentares elaboração primária (1,45%),
alimentares restaurante (0,92%) e bebidas em bares e restaurantes
(0,48%). No acumulados dos últimos 12 meses, todos os itens
alimentares registraram alta, exceto o alimentares elaboração
primária, que tiveram queda de 5,64%.
Queda
- Já na categoria "produtos não alimentares",
as altas registradas foram menores. Conforme a pesquisa, constatou-se
variação positiva nos gastos com habitação
(0,36%), encargos e manutenção (0,61%), despesas pessoais
(0,77%). Alta também no item públicos (0,25%) e em
transporte, comunicação, energia elétrica,
combustíveis e IPTU (0,25%). Foi constatada queda em artigos
de residência (-0,70%) e cuidados pessoais (-0,03%).
Segundo
Ramalho, a alta da inflação no início do ano
já traz como conseqüência algumas medidas de controle
por parte do Banco Central (BC). "O Banco Central aumentou
o compulsório bancário com o objetivo de enxugar um
pouco a liquidez do mercado, uma das estratégias usadas para
prevenir o que os economistas chamam de inflação de
demanda", observou. Ainda segundo ele, o BC deve aumentar a
taxa básica de juros da economia, a Selic, atualmente na
casa dos 8,75%. "O BC realiza nos dias 16 e 17 de março
uma reunião para discutir sobre a taxa básica de juros
da economia (Selic). Acredito que possa haver alguma aumento da
taxa pela instituição", afirmou.
Fonte:
Celulose Online
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